O comandante do Gate da Polícia Militar de São Paulo, capitão Vitor Capello Haddad, disse neste domingo (18) que um componente químico no carro do candidato Flávio Bolsonaro (PL) enganou os cães que apontaram suspeita de bomba no debate da Band, depois descartada.

O carro foi abandonado no estacionamento do saguão principal dos estúdios da Band, no bairro do Morumbi, em área reservada às viaturas oficiais das comitivas dos candidatos. Nenhum artefato foi encontrado na vistoria.

"Feito a primeira varredura os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para confecção de algum artefato explosivo. Por isso que nós tivemos que fazer o devido isolamento", disse Capello Haddad.

Segundo o capitão, a substância provavelmente era amônio ou perclorato, compostos usados também na fabricação de explosivos, mas que ali eram apenas resíduos que confundiram os cães. Flávio deixou o debate em outro carro, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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A suspeita já havia mobilizado a PM logo após o debate. O Gate foi acionado pela Polícia Legislativa, responsável pela segurança de Flávio, que é senador da República.

Relembre o caso

O confronto entre os dois candidatos ao 2º turno teve dados errados dos dois lados, segundo checagem publicada no dia seguinte ao debate. Já é o segundo episódio de tensão entre as duas campanhas em menos de 24 horas.

Durante a transmissão, Flávio também usou uma tática de câmera que irritou a equipe de Lula.