Um projeto que pode criar uma agência para barrar investimentos estrangeiros em setores estratégicos, inclusive capital chinês, tramita no Senado. O Valor relatou receio de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro use o mecanismo sob pressão dos Estados Unidos contra a China.
A campanha de Flávio nega qualquer envolvimento com a proposta, segundo o Valor.
O caminho discutido é a criação de uma agência governamental, com poder normativo e autorizativo, para supervisionar investimentos existentes e autorizar novos em áreas estratégicas. No limite, a agência poderia barrar a entrada de capital externo.
O que diz o programa de Flávio sobre a China
O programa de governo de Flávio prevê a revisão de investimentos estrangeiros em "setores sensíveis": energia, mineração, telecomunicações e, possivelmente, portos. A medida não prevê desinvestimento automático de empresas chinesas já instaladas no país.
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A terminologia reflete a competição entre Estados Unidos e China por influência econômica, mas cria incerteza regulatória para novos projetos chineses no Brasil.
Em entrevistas durante a campanha, Flávio afirmou que terá uma relação "pragmática" com a China se eleito, sem alinhamento automático a Pequim ou a Washington. Ele diz querer reduzir a dependência brasileira de produtos chineses e ampliar o comércio com os Estados Unidos.
A posição já apareceu em outras frentes: a senadora Tereza Cristina afirmou que Flávio terá de equilibrar os interesses do agro entre EUA e China caso seja eleito.
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O governo chinês, por sua vez, já disse que manterá os laços com o Brasil mesmo se Flávio vencer a eleição. Uma análise citada pela BBC já apontava que Pequim prefere a vitória de Lula, mas evita criticar publicamente o adversário.
A pressão dos Estados Unidos sobre o tema não é hipotética. O governo Trump torce abertamente pela vitória de Flávio, como mostrou o apoio público de Trump e de Netanyahu ao candidato no 2º turno.
O que acontece agora
O projeto segue em tramitação no Senado, sem data prevista para votação. A posição de um eventual governo Flávio sobre o tema só deve ficar mais clara depois do segundo turno, em 25 de outubro.





























