A Meta pagou US$ 14,3 bilhões por 49% da Scale AI para trazer Alexandr Wang, de 29 anos, ao comando de sua área de inteligência artificial. Ele já é citado como possível sucessor do CEO Mark Zuckerberg à frente da empresa.
Wang fundou a Scale AI, empresa que rotula e organiza dados para treinar modelos de IA. Em 2021, a Forbes o apontou como o bilionário mais jovem do mundo; hoje, sua fortuna é estimada em US$ 3,2 bilhões.
Tudo começou com uma ligação de 44 minutos. Em abril de 2025, pouco depois da recepção fria aos modelos Llama 4, Zuckerberg procurou Wang pelo WhatsApp. Dois dias depois, Wang mandou um memorando com sua visão para reconstruir a área de IA da Meta.
Vamos escrever esse cheque de uns, sei lá, US$ 100 bilhões ou US$ 200 bilhões.
disse Zuckerberg, em podcast, sobre o tamanho da aposta.
No memorando, Wang defendeu que o tamanho da equipe importava menos do que a qualidade da contratação. "Densidade de talento" virou o princípio central da reconstrução do time de IA da Meta, segundo o relato.
Veja os números por trás da virada de rota da Meta.
Investidores já reclamaram dos aumentos sucessivos de gastos, mas Zuckerberg aposta que só um time enxuto e muito bem pago pode salvar a corrida de IA da empresa.
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Sob o comando de Wang, o Meta Superintelligence Labs já lançou o Muse Code, modelo de IA para programação, além do Muse Spark e do Muse Wonder. O app Muse virou o mais baixado da Apple nas duas semanas após o lançamento, em setembro.
A estratégia de gastar pesado em IA não é nova. Em setembro, a Meta também pagou US$ 18 bilhões por um gadget de IA voltado a jovens.
O que acontece agora
As ações da Meta já reagem à estratégia. Em outubro, a empresa subiu 3% na bolsa após anunciar uma nova IA, em dia de cautela geral com ações de chips em Wall Street. Falta saber se a aposta bilionária vai compensar.





























