O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, na terça-feira (13), suspender o julgamento das contas de 2025 do Banco Central até a conclusão de uma investigação sobre o papel da autarquia na liquidação do Banco Master. A decisão é da 2ª Câmara da Corte.
O relator, ministro Jorge Oliveira, acolheu pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU). O julgamento fica parado até o trânsito em julgado do processo que apura se o BC falhou na fiscalização do Master antes da liquidação, em novembro de 2025.
As contas de 2025 envolvem a responsabilidade de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e mais oito integrantes da diretoria.
Por que a área técnica discorda do plenário
A própria unidade técnica do TCU já havia concluído, em fevereiro, que não houve irregularidade do BC no caso Master, e recomendou aprovar as contas com quitação plena. A 2ª Câmara ignorou esse parecer.
O Ministério Público argumentou de forma diferente. Considerou que as investigações em curso sobre o Master ainda podem repercutir na avaliação da gestão do BC, e por isso pediu o adiamento.
O acórdão da Corte afirma que o caso "tem potencial para influir no mérito das contas".
O ângulo político por trás da decisão
Quem relatou o pedido de suspensão foi Jorge Oliveira, futuro presidente do TCU e cotado para uma vaga no STF num eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). O processo foi analisado em bloco, sem discussão individual.
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A pressão recai sobre um Banco Central que já era contestado pela forma como liquidou o Master, banco de Daniel Vorcaro, hoje preso por ordem do STF. O rombo do Master é considerado o maior da história do país.
O que ainda está em aberto
Não há data para o fim do processo que trava as contas do BC. Ele depende de uma ação penal no STF contra ex-dirigentes do Master, que investiga se houve conduta ilegal de antigos integrantes do próprio Banco Central a favor da instituição liquidada.
Enquanto isso, o caso Master segue repercutindo em outras frentes: nesta mesma quarta-feira, credores da Fictor negociavam usar créditos ligados ao banco para pagar dívidas de outra recuperação judicial.





























