A Gol vai suspender, a partir de fevereiro de 2027, voos para Miami, Orlando e Punta Cana, além de rotas para Montevidéu e Assunção. A companhia atribui o corte à alta do preço do combustível de aviação (QAV), que dobrou de valor neste ano.

As rotas afetadas partem de Brasília, Fortaleza, Belém, Rio de Janeiro e Guarulhos. Três rotas domésticas também serão suspensas: Congonhas-Ribeirão Preto, Brasília-Goiânia e Salvador-Aracaju.

Segundo a InfoMoney, o querosene de aviação já representa cerca de 40% dos custos operacionais da Gol. A companhia era a última grande aérea do país a ainda não ter cortado rotas por causa do combustível.

O planejamento de malha é um processo dinâmico e contínuo no setor de aviação comercial.

A nota é da Gol, que diz seguir necessidades operacionais, sem priorizar região.

Por que o combustível ficou tão caro

O preço do QAV dobrou neste ano por causa do conflito no Oriente Médio e da guerra da Rússia na Ucrânia, que pressionam o mercado internacional de petróleo. A retomada das rotas suspensas depende de como essa situação evoluir.

O alerta não é novo. Em junho, o Brasil já registrava perda de mais de 6,2 mil voos por causa do querosene mais caro, e a S&P Global alertava que a alta poderia persistir até 2028.

Em setembro, a guerra no Oriente Médio já havia empurrado o combustível de avião a uma alta de 13,9%.

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Em junho, o CEO da Azul já alertava que a companhia poderia reduzir voos pelo mesmo motivo.

Quem viaja para a Flórida ou o Caribe a partir de Brasília, Belém ou Guarulhos vai precisar fazer conexão a partir de fevereiro. A Gol diz que manterá alternativas via voos de conexão ou parcerias com outras companhias.

O que acontece agora

A Gol não deu prazo para reavaliar os cortes. A decisão de retomar as rotas depende da evolução dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que pressionam o preço do petróleo no mercado internacional.