O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reúne nesta terça-feira (13) com o presidente do STF, Edson Fachin, para entregar dados dos celulares de Daniel Vorcaro e do cunhado dele que citam ao menos seis ministros da Corte, em graus diferentes.
O material foi extraído dos celulares de Vorcaro, ex-dono do Master, e de Fabiano Zettel, seu cunhado. O encontro foi marcado a pedido da própria PF.
O caso já rendeu a primeira delação premiada da investigação, fechada em setembro com o ex-dono da financeira Reag.
O novo advogado de Vorcaro chegou a pedir audiência com Mendonça para retomar as tratativas de delação do próprio ex-banqueiro.
Ao confirmar a reunião, Fachin afirmou que nenhum fato e nenhuma pessoa devem ficar fora da apuração. Em ofício enviado à PF em 2 de outubro, o ministro já havia defendido a apuração de eventuais fatos que envolvam integrantes do STF.
Todos os fatos envolvendo o Banco Master devem ser devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa.
No ofício, Fachin disse que dará os "encaminhamentos devidos" assim que a Presidência do STF receber relatório que apresente integralmente os fatos, sem exceção de pessoa. Ele afirmou ainda haver "inequívoco interesse institucional" na apuração de todo fato relevante.
O que diz o material sobre os ministros?
Dos dez ministros do STF, há citações, em graus diferentes, a pelo menos seis deles ou a parentes de magistrados. O material também traz referências a ministros do STJ. Relatórios individuais por magistrado só serão produzidos se esse for o entendimento do STF.
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Não é a primeira vez. Em fevereiro, a PF entregou a Fachin um primeiro levantamento de cerca de 200 páginas, com dados do celular de Vorcaro que citavam o ministro Dias Toffoli em mais de dez encontros e mensagens sobre pagamentos.
Após essa entrega, Toffoli se afastou da relatoria dos processos ligados ao Master, substituído por André Mendonça, que hoje lida com a tensão entre o STF e a PF sobre o caso.
É a segunda vez que a PF leva a Fachin um material que mistura investigados e integrantes da própria Corte que vai julgá-los.
O que acontece agora
A PF vai deixar as informações à disposição do tribunal. Fontes da cúpula da corporação avaliam que a conversa deve "acabar com a celeuma" sobre o caso.
Caso o STF opte por novos relatórios, a PF decidirá entre um documento conjunto ou um para cada ministro citado.





























