A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) cumpriu 215 mandados judiciais contra uma organização criminosa comandada de dentro de presídios, nesta quarta-feira (14), com mais de 500 policiais mobilizados em municípios do Paraná, de Santa Catarina e também de São Paulo.

Foram 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão, em 23 municípios dos três estados. A investigação começou em Clevelândia, no sudoeste paranaense, a partir de celulares clandestinos apreendidos numa penitenciária da região.

A operação abrangeu municípios como Cascavel, Curitiba e Guarapuava, no Paraná; Abelardo Luz, em Santa Catarina; e São Carlos e Cotia, em São Paulo.

Os celulares permitiram à polícia mapear a estrutura de comando que operava de dentro do sistema prisional.

"Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada", afirmou a delegada Alini Simadon, da PC-PR.

A organização é suspeita de tráfico de cocaína, crack e maconha entre municípios, além de torturas, cárcere privado e cobrança violenta de dívidas. Para lavar o dinheiro, fazia transferências via Pix para contas abertas em nome de terceiros, segundo a delegada.

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O padrão se repete em outros estados

O padrão de comando de dentro do presídio não é exclusivo do Paraná. Na mesma quarta-feira, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas e cumpriu 46 mandados em Minas Gerais contra uma rede suspeita de abastecer o Comando Vermelho e o PCC.

Em setembro, outro esquema de comando de dentro de presídios de Minas Gerais já tinha levado seis pessoas à condenação. Em operação de alcance nacional no mesmo mês, a PF bloqueou R$ 508 milhões ligados a facções.

O que acontece agora

Os presos nesta quarta vão responder por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Até a tarde, porém, o número de pessoas efetivamente detidas e o total apreendido em drogas, armas ou dinheiro não tinham sido divulgados.