A aprovação do governo de Wanderlei Barbosa (Republicanos) caiu de 61% para 58% no Tocantins, com a desaprovação subindo de 21% para 26%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14), a 11 dias do 2º turno que decide seu sucessor.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número TO-03829/2026, ouviu 1.098 eleitores entre 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com confiança de 95%.
Na avaliação por conceito, o governo soma 45% de notas positivas, 36% regulares e 12% negativas, variação pequena frente ao levantamento de agosto.
Para os entrevistados, a saúde é o principal problema do Tocantins, citada por 48%, ante 41% em agosto. Corrupção aparece em seguida entre os problemas específicos, com 8%, e violência soma 7%.
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Barbosa está no segundo mandato e a Constituição impede um terceiro mandato consecutivo, por isso não é candidato em 2026. Ele apoia a Professora Dorinha (União Brasil) na disputa pelo governo do estado.
Dorinha e Vicentinho Júnior (PSDB) foram ao 2º turno após o 1º turno de 4 de outubro, com margem apertada entre os dois. Dorinha teve 45,70% dos votos válidos e Vicentinho, 43,76%; o 2º turno acontece em 25 de outubro.
Aprovado, mas atrás nas urnas
A mesma pesquisa Quaest que mediu a aprovação de Barbosa perguntou em quem o eleitor vai votar. Vicentinho aparece com 49% das intenções de voto estimuladas, contra 42% de Dorinha, apoiada pelo governador.
Na pesquisa em que o governo de Barbosa é aprovado pela maioria, o eleitorado tocantinense coloca a candidata que ele apoia atrás do adversário. Na modalidade espontânea, a diferença cresce. Vicentinho tem 42% e Dorinha, 33%, com 22% de eleitores que não souberam responder.
O levantamento foi contratado pela TV Anhanguera, afiliada da Globo no Tocantins, por R$ 160,3 mil, e é a primeira pesquisa Quaest do 2º turno. Uma pesquisa de setembro já apontava empate técnico entre as duas candidaturas.
O que dizem os dois lados
Barbosa afirmou que o apoio a Dorinha seguirá "sem pausa" até o 2º turno, mobilizando o mesmo grupo político que a levou à liderança no 1º turno. Dorinha, porém, busca marcar distância do governo atual.
Grande honra ser apoiada, mas a caneta é minha.
A frase, dita por Dorinha à imprensa tocantinense, reforça a tentativa de mostrar autonomia em relação ao governador, apesar do apoio declarado. Dorinha e Vicentinho defendem propostas opostas para a área.
Vicentinho propõe mudanças na saúde do estado. Diz que vai "despolitizar" o setor, citando falta de medicamentos e tratamentos de câncer interrompidos, segundo entrevista concedida em sabatina de campanha.
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A tensão também apareceu dentro da própria base aliada. Barbosa criticou o deputado federal Eli Borges por deixar o grupo governista e apoiar Vicentinho no 2º turno, episódio que mostra como outros apoios políticos pesam na disputa.
O que acontece agora
O 2º turno para governador do Tocantins ocorre em 25 de outubro, junto com outros cinco estados que também vão às urnas para decidir o cargo. Novas pesquisas Quaest podem sair até lá, mas nenhuma data está confirmada.
Nenhuma das fontes apuradas traz declaração de Wanderlei Barbosa sobre os números desta pesquisa de aprovação. Ele comentou a disputa política e o apoio a Dorinha, não o resultado do levantamento divulgado nesta quarta.





























