O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou retirar, nesta quarta-feira (14), um vídeo que associa falsamente o presidente Lula (PT) a um ritual satânico na Avenida Paulista. É mais um capítulo da disputa mais litigiosa dos últimos anos, segundo o próprio TSE.
A decisão da ministra Estela Aranha deu três horas para a remoção do conteúdo pelos responsáveis e pela Meta, dona do Instagram, do Facebook e do Threads. Sete publicações foram atingidas.
O vídeo usa imagens da 4ª Marcha para Exu, realizada em agosto na Paulista, e as apresenta como se fossem de um suposto ritual satânico no ato pró-Lula de 11 de outubro, na mesma avenida.
"A montagem (...) atribui ao candidato a participação em evento ao qual não compareceu, mediante associação indevida entre uma celebração de religião de matriz africana e suposto ritual satânico", escreveu a ministra Estela Aranha, do TSE.
Publicidade
Por que o 2º turno é o mais litigioso em anos
O volume de ações na Justiça Eleitoral nunca foi tão alto. Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, os litígios desta fase da disputa superam em mais de 200% o registrado no mesmo período de 2022.
No mesmo dia, o plenário do TSE referendou decisões que atingiram as duas campanhas: posts de deputados do PT associando Flávio a milícias e crime organizado, e posts ligando Lula a facções como PCC e Comando Vermelho.
Não é só texto que preocupa o tribunal. Nesta semana, o TSE também mandou retirar um vídeo feito com inteligência artificial, publicado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, em apoio a Lula.
O problema não foi o conteúdo, mas a falta do aviso de que as imagens eram sintéticas.
Dias antes, a GloboNews se retratou depois de repercutir um boato que ligava Flávio a um projeto para tirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. E a campanha de Flávio já contabiliza 219 publicações apagadas só no canal Exército do Lula.
Publicidade
Zé Trovão, um dos alvos da ação desta quarta, disse ao Metrópoles que retirou o vídeo após a ordem judicial e que recebeu as imagens "como se fossem atuais", junto com outras pessoas.
O que ainda está em aberto
O TSE tem removido conteúdo das duas campanhas, em prazos que variam de 3 a 24 horas conforme o risco que cada ministro enxerga no caso.
Falta saber se esse ritmo dá conta do volume. Os litígios eleitorais já superam em mais de 200% os do mesmo período de 2022, com 11 dias ainda até a votação de 25 de outubro.





























