A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão é desta quarta-feira (14).
O juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, atendeu pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que viu elementos para apurar possível divulgação de fato sabidamente falso durante a campanha presidencial, crime previsto no artigo 323 do Código Eleitoral.
O magistrado rejeitou, porém, o pedido de Flávio para proibir Ana Elisa de publicar qualquer conteúdo sobre a disputa presidencial. O MPE já tinha considerado a medida indeterminada demais.
Segundo a notícia-crime apresentada por Flávio, Ana Elisa publicou nas redes sociais que bolsonaristas estavam tentando tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, entre 24 de setembro e 8 de outubro.
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Eleita a deputada federal mais jovem da história de Minas Gerais aos 21 anos, Ana Elisa teve mais de 524 mil votos, a 2ª maior votação do estado para a Câmara, atrás só de Nikolas Ferreira (PL).
O caso se soma a uma disputa que já levou o tema à Justiça Eleitoral e à CNBB.
De onde vem a polêmica
O boato nasceu de um post de 23 de setembro que já acusava bolsonaristas de quererem tirar o título da santa. O TSE mandou remover mais de mil publicações sobre o tema antes de Ana Elisa postar.
Segundo levantamento da campanha de Flávio, o post original partiu de um perfil pró-governo e foi replicado por 29 perfis em poucos minutos. A base real é um projeto de lei arquivado há quase 20 anos, que nunca avançou.
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O que diz Ana Elisa
Ana Elisa nega a tentativa de censura e diz que não é a primeira vez que o senador tenta silenciá-la. Ela também responde a ameaças de morte e de estupro recebidas durante a campanha, que levaram o partido a contratar escolta armada.
"Eu sou uma menina do interior de Minas Gerais. Recebi 524 mil votos e tenho 4 milhões de seguidores. Mas eu pergunto: por que um candidato à Presidência da República tem tanto medo do que eu tenho a dizer? Flávio teme!!!", postou Ana Elisa nas redes sociais.
O que acontece agora
O inquérito segue agora para a Polícia Federal, que vai apurar os fatos.
O X deve preservar os registros das publicações entre 24 de setembro e 8 de outubro, e cópias do processo vão à Procuradoria-Geral Eleitoral.































