O meia uruguaio Nicolás de la Cruz completou 100 jogos pelo Flamengo ao entrar no 2º tempo do Fla-Flu, no último domingo (11). Ele é o 14º jogador do elenco atual a atingir a marca, mas tem jogado cada vez menos.
O clube homenageou o meia nas redes sociais. Na 3ª temporada rubro-negra, De la Cruz soma 4 gols, 7 assistências e 7 títulos, aos 29 anos.
Uma curva de queda nos últimos 3 anos
De la Cruz disputou 43 partidas em 2024, caiu para 35 em 2025 e, mesmo entrando em todas as 11 que restam em 2026, fecharia o ano em 33 jogos.
| Jogador | No elenco desde | Jogos |
|---|---|---|
| Arrascaeta | 2019 | 391 |
| Bruno Henrique | 2019 | 388 |
| Pedro | 2020 | 357 |
| Léo Pereira | 2020 | 321 |
| Ayrton Lucas | 2022 | 242 |
| Rossi | 2023 | 196 |
| Luiz Araújo | 2023 | 184 |
| Pulgar | 2022 | 179 |
| Varela | 2022 | 161 |
| Léo Ortiz | 2024 | 134 |
| Paquetá | 2016-18 | 133 |
| De la Cruz | 2024 | 100 |
A queda de aparições é explicada em parte por problemas físicos. Torcedores deram ao meia o apelido pejorativo de “De la SUS”, referência ao Sistema Único de Saúde.
Em 2025, um áudio vazado de José Luiz Runco, então chefe do departamento médico do Flamengo, dizia que De la Cruz tem uma “lesão crônica e irreparável” no joelho. A declaração revoltou o jogador e culminou na demissão de Runco.
Nesta temporada, o uruguaio teve apenas uma lesão e se avaliou em “momento físico muito bom”, mas jogou só três vezes depois da Copa do Mundo, por opção técnica.
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Nas férias, ele passou por um procedimento regenerativo, com retirada de células-tronco da medula óssea aplicadas nos dois joelhos.
O que pesa a favor do meia
De la Cruz teve atuações decisivas em jogos grandes, caso da final da Copa Intercontinental contra o PSG, no fim do ano passado. É nesses momentos que o meia tenta equilibrar o debate sobre seu custo-benefício no elenco.
A queda de desempenho coletivo também pesa no debate: o aproveitamento do Flamengo cai de 70% para 56% sem Arrascaeta, parceiro de meio-campo de De la Cruz.
O uruguaio não é o único sob questionamento financeiro no elenco: outros jogadores do elenco já apareceram em risco de saída nas últimas janelas de transferência.
Outro nome da lista de 100 jogos, Paquetá custou R$ 315,7 milhões e é a contratação mais cara da história do clube, patamar que também alimenta esse tipo de debate sobre custo-benefício.





























