A alternância de poder nas eleições presidenciais da América do Sul subiu de 38% para 72,2% desde a pandemia, segundo levantamento do economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence. Na América como um todo, a taxa passou de 39,6% para 59,6% dos pleitos.

Em 2022, a esquerda venceu as duas eleições presidenciais da América do Sul: Gustavo Petro, na Colômbia, e Lula, no Brasil. Mas o próprio Petro perdeu a continuidade: em agosto, o direitista Abelardo de la Espriella venceu a eleição colombiana por uma margem apertada.

Em 2023, a direita venceu as três eleições presidenciais daquele ano na região: Paraguai, Equador e Argentina, esta com a vitória de Javier Milei.

O que mudou de lado desde 2022?

Em 2025, a esquerda perdeu mais dois países. O boliviano Rodrigo Paz venceu a disputa que tirou o MAS do poder, e o chileno José Antonio Kast, de direita, foi eleito presidente. No Equador, o conservador Daniel Noboa se reelegeu.

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O movimento é mais amplo que a disputa local. Segundo o levantamento da 4intelligence, assinado pelo economista Bruno Imaizumi, a alternância de poder nas eleições presidenciais da América do Sul saltou de 38% para 72,2% desde a pandemia.

No conjunto das Américas, a taxa foi de 39,6% para 59,6% dos pleitos presidenciais no mesmo período, segundo o mesmo levantamento, antecipado com exclusividade ao jornal Valor.

O que está em jogo no Brasil?

O Brasil decide em 25 de outubro se confirma a tendência regional ou a quebra. Lula tenta a reeleição contra o desafiante Flávio Bolsonaro, que já é chamado de possível 9º aliado de Trump na região.

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A vitória de Kast no Chile e de Paz na Bolívia reforçou o avanço da direita no continente. O movimento já levou analistas a debater se o resultado brasileiro pode funcionar como freio ao avanço de Trump na região.

O resultado de 25 de outubro vai se somar a essa estatística, não antecipá-la.

O que acontece agora

O 2º turno acontece em 25 de outubro, com Lula e Flávio Bolsonaro disputando a Presidência. O resultado vai mostrar se o Brasil segue o padrão sul-americano recente ou mantém o governo no poder, como ocorreu na Guiana e no Suriname em 2025.