A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu na segunda-feira (2 de novembro) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que revogue a prisão preventiva dele ou autorize a prisão domiciliar. O pedido cita piora na saúde.

Henrique está preso desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), por decisão do ministro do STF André Mendonça.

Segundo a Polícia Federal, ele financiava e solicitava serviços do grupo conhecido como "A Turma", investigado por ameaças, intimidações e obtenção ilegal de informações sigilosas. Henrique não foi condenado.

O que diz o novo laudo médico?

O laudo, de 28 de outubro, foi escrito pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que acompanhou Henrique entre 2005 e 2023. O documento registra crises recorrentes de diverticulite, inflamação no intestino grosso, e uma indicação de cirurgia que não chegou a ser realizada.

"Uma complicação da diverticulite considerada muito grave é a perfuração intestinal, caracterizada por dor abdominal extrema com possível endurecimento da parede abdominal, o que exige diagnóstico preciso, rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos", escreveu o médico.

A defesa soma a isso outros dois problemas: hipertensão e doença arterial coronariana, além de um episódio de amnésia em março que exigiu internação em terapia intensiva. Segundo os advogados, o presídio não garante tratamento nem atendimento hospitalar imediato numa emergência.

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Em setembro, a defesa já havia informado ao STF a interrupção, por mais de uma semana, do fornecimento do remédio para hipertensão a Henrique, embora os medicamentos já estivessem entregues à unidade prisional.

O que acontece agora

Segundo a defesa, os pedidos de revisão da prisão estão sem resposta do STF desde agosto. A defesa já havia cobrado Fachin após 90 dias sem revisão e pediu soltura na mesma semana em que o primo de Daniel Vorcaro fez pedido parecido.

O caso do pai corre em paralelo ao do filho. Daniel Vorcaro, preso desde março na Papuda, recorreu à CIDH contra a prisão, e a Polícia Federal o indiciou, com outras 14 pessoas, por crimes ligados à venda do Banco Master ao BRB.