O NTSB, agência de investigação dos EUA, informou na segunda-feira (2 de novembro) que o Learjet 60 pode ter se partido no ar antes de cair no domingo (1º de novembro) na Flórida. O acidente matou nove pessoas, entre elas a brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras.
Segundo o NTSB, os destroços ficaram espalhados por uma área de até 800 metros, encontrados em campos esportivos, imóveis comerciais e residências perto de Greenacres, no Condado de Palm Beach.
Parte do material caiu dentro de uma cratera aberta pelo impacto na South Military Trail. O acúmulo de água na cavidade dificulta o trabalho dos investigadores, que chegaram ao local ainda no domingo. Um homem em um veículo próximo à queda sofreu ferimento na perna.

O avião partiu de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, e caiu por volta das 12h50 (horário local). Havia tempestades na região, com rajadas de vento entre 32 e 48 km/h.
A aeronave estava a cerca de 10,7 mil metros de altitude quando a tripulação informou ao controle aéreo que enfrentava turbulência e uma leve formação de gelo.
Pouco antes da emergência, os pilotos pediram para subir, e o pedido foi autorizado.
Menos de 30 segundos depois, a tripulação fez um pedido de socorro e o avião começou a perder altitude rapidamente, relatando também excesso de velocidade na descida, por volta das 12h48.
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O que a investigação ainda não sabe
A causa do acidente segue desconhecida, e o NTSB diz que é cedo para determinar o que a provocou. A agência analisa o clima e as decisões de pilotos e controladores, mas não confirma se o avião atravessou uma tempestade.
A recuperação da caixa-preta, que registra as conversas da cabine, também não foi confirmada. É o tipo de equipamento que a perícia também buscou em outro grande acidente aéreo coberto pela TV Sim Brasil, o Fokker 100 que caiu em São Paulo.
Ela amava a liberdade, disse a mãe, Camila Corteleti, ao The New York Times.
Nathalia, 20, queria ser piloto desde os 12 anos, segundo relato da mãe à reportagem americana. A identidade da jovem, nascida nos Estados Unidos e filha de brasileiros, foi revelada pelo New York Post.
Horas antes da coletiva do NTSB, outro recorte da mesma investigação já mostrava que o piloto chegou a avisar "vamos bater no chão" nos instantes finais do voo.
O que acontece agora
O NTSB afirma que deve divulgar um relatório preliminar em até 30 dias após o acidente. Até lá, segue recolhendo destroços na cratera e tentando confirmar a recuperação da caixa-preta, peça central para explicar por que o avião começou a se desfazer em voo.


































