Documentos divulgados pelo Pentágono em 23 de outubro revelam que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos tentou obter informações sobre a Operação Prato, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB) para investigar OVNIs no Pará entre 1977 e 1978, episódio apelidado de "chupa-chupa".

Por meio da empresa aeroespacial BAASS, o Pentágono enviou uma equipe de especialistas ao norte do Brasil em 2009. Os cientistas receberam instruções para não chamar atenção e cumprir uma missão "muito discreta".

O que diz o documento?

O relatório descreve o objetivo da missão: encontrar testemunhas já identificadas da Operação Prato e reunir o maior número possível de relatos sobre os fenômenos.

"A missão era encontrar os contatos já estabelecidos e entrevistar o maior número possível de testemunhas dos fenômenos UAP", diz o documento, citado pela CNN Brasil.

A BAASS classificou os documentos sobre a Operação Prato como a prioridade mais alta da organização. O material inclui um relatório mensal da empresa, de março de 2009. Ao final, a equipe recomendou enviar investigadores próprios a Colares para filmar os fenômenos.

O que foi a Operação Prato?

A Operação Prato começou em dezembro de 1977 e terminou quatro meses depois, após moradores da ilha de Colares relatarem luzes misteriosas no céu. O caso virou, décadas depois, tema de um romance de estreia da autora paraense Luana Cruz, lançado em agosto.

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Os achados da BAASS reúnem depoimentos de pesquisadores locais, do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), arquivos civis e documentos militares da FAB. Foram localizadas 205 páginas impressas e mais de 250 páginas eletrônicas, além do histórico de mais de 3 mil casos investigados pelo CPU.

Em Belém, uma testemunha disse à equipe americana ter visto objetos na região entre 2001 e 2007, e acreditava que os episódios de Colares ainda aconteciam, só que deixaram de ser relatados.

O que mais aparece nos documentos?

O relatório cita ainda a "Noite dos OVNIs", episódio de 1986 em que pilotos brasileiros relataram ter visto objetos estranhos, e descreve avistamentos com uma estrutura que emitia feixe de luz em direção ao solo. Em alguns desses episódios, moradores teriam sido queimados pelas luzes.