A aprovação do presidente Donald Trump está em 32% a um dia das eleições de Meio de Mandato, na terça-feira (3 de novembro), segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2 de novembro). É um número baixo para a véspera de uma midterm.

Levantamento do instituto Gallup sobre eleições desde 1946 mostra que presidentes com aprovação abaixo de 50% perdem, em média, 37 cadeiras na Câmara dos Representantes na eleição de meio de mandato, contra 14 para os que estavam acima de 50%.

Retrato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, em foto de arquivo — Foto: Gage Skidmore/Flickr via Openverse (CC BY-SA)

Como Trump se compara a outros presidentes

A aprovação de 32% está abaixo da de outros três presidentes que chegaram a midterms em situação ruim. Barack Obama tinha 45% de aprovação nas midterms de 2010, e o Partido Democrata perdeu 63 cadeiras na Câmara, uma das piores derrotas da história recente americana.

Joe Biden tinha cerca de 42% de aprovação antes das midterms de 2022, e o próprio Trump chegou às midterms de 2018 com aprovação entre 40% e 43%. Até a pesquisa desta semana, 2018 era considerada a pior pré-midterm do próprio Trump desde 2002.

Os 32% de agora ficam abaixo dos três exemplos. Pela correlação histórica do Gallup, aprovação mais baixa costuma significar perda de cadeiras maior do que a que o próprio Trump sofreu em 2018, quando os republicanos perderam o controle da Câmara.

O que mais a pesquisa mostra

Entre eleitores independentes registrados, 50% disseram ver o voto para o Congresso como um voto contra Trump, ante 13% que o veem como voto a favor. Na pergunta de voto genérico, 46% dos eleitores escolheriam os democratas e 38% os republicanos.

É uma vantagem democrata de 8 pontos, menor que os 11 pontos de uma semana antes. A pesquisa ouviu 1.765 adultos americanos ao longo de cinco dias, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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O resultado da eleição de terça-feira (3 de novembro) deve definir toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, com reflexo sobre o espaço de manobra de Trump no Congresso nos próximos dois anos.

O ponto em aberto

A correlação do Gallup entre aprovação e perda de cadeiras é forte, mas não é destino. O resultado ainda depende de corrida distrito a distrito, onde os republicanos têm vantagens estruturais que a pesquisa nacional não capta.

Só a apuração de terça-feira vai dizer se a história de Obama em 2010 se repete, ou se foge do padrão.