Um instrutor e um passageiro morreram na segunda-feira (2 de novembro) depois que a asa-delta em que voavam caiu na pista de pouso de São Conrado, na zona sul do Rio. As vítimas não resistiram no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, segundo os bombeiros.
As vítimas foram socorridas em parada cardiorrespiratória; uma delas teve o resgate com apoio de aeronave. Equipes do 25º Grupamento de Bombeiro Militar, do Grupamento de Operações Aéreas e do 3º Grupamento Marítimo atuaram na ocorrência.

A direção do Hospital Municipal Miguel Couto informa que as vítimas deram entrada na unidade em parada cardiorrespiratória. Apesar de todos os esforços da equipe médica, infelizmente não resistiram.
A nota foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio. As autoridades não divulgaram a identidade das vítimas. A Folha questionou a Polícia Civil, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
É a quinta morte em acidentes de voo livre na região neste ano. Em fevereiro, o instrutor Rodolfo Pascoal Ladeira e a turista colombiana Jenny Colón Rodríguez morreram após a queda de outra asa-delta no mar, na mesma pista de pouso.
Segundo o Clube de Voo Livre de São Conrado, uma linha de pipa com cerol ou linha chilena pode ter atingido o equipamento e provocado o acidente de fevereiro. Não há, até a publicação desta reportagem, indicação de causa para a queda da segunda-feira.
A praia de São Conrado é o ponto de pouso tradicional de quem decola da rampa da Pedra Bonita, um dos locais mais procurados do país para a prática de voo livre.
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A região recebe centenas de praticantes por dia, segundo o clube local.
O ponto em aberto
O Clube de Voo Livre de São Conrado atribuiu o acidente de fevereiro a um risco que não depende do praticante: uma linha de pipa solta na rota de pouso.
A repetição de mortes na mesma região ao longo do ano levanta a pergunta sobre o que já mudou na fiscalização do espaço aéreo entre a Pedra Bonita e a praia de São Conrado.































