A Apple registrou receita recorde de US$ 114,5 bilhões (R$ 622,7 bilhões) no quarto trimestre fiscal de 2026, encerrado em 26 de setembro, alta de 12% ante o ano anterior. Os resultados, divulgados na segunda-feira (2 de novembro), superaram as expectativas de Wall Street.
O desempenho foi puxado pelas vendas do iPhone 18 Pro. A receita com iPhones somou US$ 57,6 bilhões, alta de 17% ante o mesmo trimestre de 2025 e acima da expectativa dos analistas, de US$ 56,5 bilhões.
Por que o resultado surpreende?
O resultado contrasta com um sinal de alerta recente. Em 9 de outubro, a Apple havia cortado em 15% os pedidos do iPhone 18 Pro às fabricantes, citando demanda inicial fraca.
Um mês depois, o mesmo aparelho puxou o melhor trimestre da história da empresa.
Segundo Gabriela Moraes, analista do fundo Global Tech da gestora São Pedro Capital, a margem bruta veio acima do esperado mesmo com a pressão dos custos de memória.
"As vendas da linha iPhone cresceram 17,5% na base anual, acima dos 15% esperados e a margem bruta também veio levemente melhor, em 47,9%", disse a analista.
Nem tudo veio acima da aposta do mercado. A receita de serviços, como App Store e iCloud, cresceu 9,8%, abaixo da expectativa de 10,3% dos investidores.
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Para Moraes, o segmento "é particularmente importante por ter margens superiores às de hardware e contribuir de forma relevante para a rentabilidade da companhia".
O que mais aparece no balanço?
O lucro líquido somou US$ 30,7 bilhões, alta de 12%, e o lucro por ação ficou em US$ 2,10, acima da previsão de analistas, de US$ 1,99. A receita na Grande China, terceiro maior mercado da empresa, cresceu 20,7%, para US$ 17,5 bilhões.
Mac faturou US$ 10,8 bilhões, alta de 24%. iPad (US$ 6,2 bilhões) e a linha de wearables e acessórios (US$ 8,3 bilhões) recuaram cerca de 10% e 8%, respectivamente.
É o primeiro balanço sob o novo CEO, John Ternus, que assumiu o cargo em setembro no lugar de Tim Cook.
Logo após a divulgação, às 18h30 (horário de Brasília), as ações da Apple recuavam mais de 0,79% no after-market da Nasdaq, e perto das 19h já operavam estáveis, com leve alta.
No Brasil, onde a Apple já havia aumentado o preço dos iPhones em até R$ 2 mil, o novo iPhone Duo dobrável chegou às lojas por R$ 21.999.































