O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez no domingo (1º de novembro) sua primeira aparição pública nos Estados Unidos desde que deixou o Brasil. Ele participou de um culto evangélico na Igreja Celeiro, em Coral Springs, na Flórida, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro.
Flávio chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28 de outubro), depois de cruzar a Argentina e o Equador antes de pousar em Miami. Ele não entregou os passaportes à Polícia Federal no prazo determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que os cancelou.
Moraes havia determinado, na segunda-feira (26 de outubro), a entrega dos passaportes e proibido Flávio de deixar o país. A decisão integra a investigação sobre o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro ligada a apostas esportivas.
Moraes bloqueou R$ 6 bilhões dos bens de Tomaz na semana anterior à decisão sobre Flávio, que seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
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"Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição", questionou Flávio, em declaração reproduzida pela Agência Brasil.
Flávio perdeu o 2º turno para Lula em 25 de outubro, por mais de 4 milhões de votos. Ele não reconheceu o resultado e disse que vai pedir a anulação do pleito.
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A maioria dos partidos já reconheceu a vitória de Lula. Até sexta-feira (31 de outubro), 27 das 29 legendas tinham aceitado o resultado. O Novo seguia como exceção, com ações movidas para cassar a chapa.
O que acontece agora
A defesa de Flávio pediu o afastamento de Moraes do caso na semana passada, pedido ainda sem decisão. O senador disse que pretende dar entrevistas à imprensa nacional e internacional sem cortes nos próximos dias.
A investigação sobre Willer Tomaz e a Alcazar Holdings segue no STF, assim como o mandado para a entrega dos passaportes que Flávio descumpriu ao desembarcar na Flórida.































