Um homem de 63 anos, condenado em definitivo por estupro de vulnerável, foi preso na sexta-feira (30 de outubro) enquanto trabalhava como vendedor ambulante no Calçadão de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Ele ainda tinha 14 anos de pena a cumprir.
A Polícia Militar o identificou durante patrulhamento de rotina pela região central, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Havia um mandado de prisão definitiva contra ele, expedido pela 1ª Vara Criminal de Presidente Prudente em 29 de outubro.
O caso só chegou ao fim por acaso, numa abordagem de rotina no calçadão, não por uma busca direcionada a ele.
Quantos foragidos ainda estão soltos
O estado de São Paulo tem cerca de 3 mil foragidos por crimes graves em aberto, a maioria por homicídio ou latrocínio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Só a capital concentra 1.022 desses mandados, cerca de um terço do total estadual.
Na capital, a principal aposta é tecnológica. O sistema de câmeras Smart Sampa já capturou 3.629 foragidos da Justiça e ajudou a polícia em 6.850 prisões em flagrante, segundo balanço da Prefeitura de São Paulo divulgado em 20 de outubro.
No interior do estado, onde fica Presidente Prudente, esse tipo de monitoramento por câmeras é raro. A captura ainda depende, na maioria dos casos, do faro do policiamento comum.
Não é um caso isolado. Em julho, outro homem de 63 anos foi preso em Belo Horizonte pelo mesmo tipo de crime.
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Foragidos com penas longas também já foram recapturados por acaso em outras ocasiões. Em maio, um foragido do Distrito Federal com 44 anos de pena acumulada foi encontrado em BH.
A tecnologia usada na capital também já falhou: em outubro, um vazamento deixou 58 mil câmeras do Smart Sampa expostas por 11 meses.
A diferença entre o que a tecnologia da capital e o policiamento tradicional do interior conseguem fazer mostra como a chance de recaptura de um condenado ainda depende muito de onde ele decide se esconder.
O que falta para o interior ter o mesmo monitoramento
A diferença de resultado entre a capital, com milhares de capturas via câmeras, e o interior, que ainda depende do acaso, expõe uma lacuna na cobertura tecnológica do estado.
Não há, nos dados oficiais consultados, um plano público de expansão do sistema de reconhecimento facial para cidades como Presidente Prudente.
Enquanto isso, o homem preso em Presidente Prudente segue à disposição da Justiça para cumprir os 14 anos que ainda restavam de sua pena.































