A Polícia Militar encontrou nesta quinta (22) um corpo com as mãos amarradas e um saco preto na cabeça no Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo. É o 17º corpo com características semelhantes achado na capital e na Grande São Paulo desde setembro.

O corpo apresentava sinais de tortura, segundo a Polícia Militar. As circunstâncias da morte ainda serão apuradas pela Polícia Civil.

Integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo reiteraram nesta quinta que não há indícios de que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa. Para as autoridades, os casos têm dinâmicas, locais e métodos distintos.

A divergência de método é, segundo a polícia, o que separa uma onda de homicídios isolados de um único autor em série. O uso de sacos plásticos ou panos para embalar os corpos, isoladamente, não indica ligação entre os casos.

Entre 5 de setembro e 13 de outubro, a Polícia Civil já havia registrado ao menos nove ocorrências com embalagens semelhantes em bairros das zonas leste, sul, norte e oeste da capital, além de Itapecerica da Serra e São Bernardo do Campo.

O caso do Rio Pequeno é o mais recente da lista.

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Nas redes sociais, a semelhança no modo como os corpos foram embalados alimentou a hipótese de um serial killer. A Secretaria de Segurança Pública descartou essa possibilidade.

A investigação já identificou suspeitos em parte dos casos, mas os nomes ainda não foram divulgados. Na capital, os casos ficam a cargo do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP); nos demais municípios, delegacias locais conduzem a apuração.

É um salto em relação ao 12º corpo encontrado havia poucos dias, quando a polícia já havia descartado a hipótese de um único autor.

O aumento de casos ocorre no mesmo período em que um levantamento mostrou alta nas mortes em operação policial em SP desde 2023, estado que o Atlas da Violência já apontava entre os mais violentos do país.

O que acontece agora

A perícia ainda vai confirmar a identidade e a causa da morte da vítima encontrada no Rio Pequeno. O DHPP mantém as investigações abertas para apurar se há relação entre os casos registrados desde setembro.