Tarcísio de Freitas prometeu 120 mil moradias em eventual segundo mandato no governo de São Paulo e encerrou evento na zona leste com coro de música gospel. Segundo UOL e Poder360, o ato deste domingo (20) reuniu associações de moradia e aliados.
A promessa apareceu no Encontro da Habitação, em São Paulo. De acordo com o Poder360, estavam ao lado do governador o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o candidato ao Senado André do Prado (PL) e Regina Nunes (MDB), candidata a deputada estadual.
120 mil moradias é o número novo da campanha. Segundo o UOL, Tarcísio também afirmou ter produzido mais de 90 mil moradias na atual gestão, dado que inclui cartas de crédito usadas por famílias para comprar imóveis.
O ponto sensível está na composição dessa conta.
Em reportagem de 12 de setembro, o UOL informou que dados da Secretaria Estadual de Habitação apontavam 33,4 mil unidades efetivamente construídas dentro das 90,5 mil moradias populares anunciadas desde 2023. O restante incluía 57 mil cartas de crédito de até R$ 16 mil.
"Entregar a chave significa entregar o sonho", disse Tarcísio no evento, segundo o Poder360. O governador relatou ainda que a mãe morava em barraco de madeira e que o pai viveu em favela.
A pauta habitacional também conversa com a disputa territorial em São Paulo. A TV Sim mostrou que o PT aposta no interior paulista para tentar reduzir a vantagem de Tarcísio, enquanto a campanha do governador reforça agendas populares na capital.
Onde entra o eleitor evangélico?
O eleitor evangélico entra pela sequência de agendas. Segundo o Poder360, Tarcísio é católico, mas participou no sábado (19) de compromissos em três igrejas evangélicas e puxou no domingo o coro de uma canção gospel.
O movimento ocorre perto do primeiro turno. O UOL informou que Fernando Haddad (PT) fez sua primeira agenda com evangélicos a 15 dias da votação, num sinal de disputa aberta por esse segmento religioso.
A disputa por moradia e fé mira o mesmo eleitor de periferia. A presença de André do Prado também conecta a agenda à disputa pelo Senado, tema que a TV Sim tratou ao mostrar cinco nomes embolados em SP.
O que acontece agora
O que acontece agora é a campanha transformar promessa em comparação verificável. A pergunta prática para o eleitor é quantas unidades serão construídas diretamente, quantas dependerão de subsídio e quanto dinheiro público bancará cada modalidade.
A resposta importa porque carta de crédito e casa pronta chegam de formas diferentes ao eleitor. R$ 16 mil de subsídio pode ajudar na entrada, mas não equivale sozinho a uma unidade habitacional construída pelo Estado.
A agenda paulista ainda tem outro efeito na chapa. Em São Paulo, quase metade dos vereadores tenta outro cargo em 2026, como a TV Sim mostrou ao mapear a corrida municipal por novas vagas.







































