Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou R$ 23,7 milhões em despesas de campanha ao governo de São Paulo, o equivalente a 88% do teto permitido no 1º turno, segundo dados do DivulgaCand citados pelo g1 nesta terça-feira (22), à Justiça Eleitoral.

Fernando Haddad (PT) informou R$ 12,3 milhões, 46% do limite.

O teto definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disputa paulista é de R$ 26.683.209,24 no 1º turno. Em caso de 2º turno, cada candidato poderá gastar mais R$ 13.341.604,62, conforme a Portaria TSE nº 449/2026.

A diferença reforça o contraste financeiro entre as duas campanhas num momento em que a disputa paulista concentra a cobertura eleitoral. A TV Sim mostrou que Haddad mirou contratos de Tarcísio depois de um debate virar sabatina.

Segundo o g1, as informações fazem parte da prestação parcial de contas atualizada até segunda-feira (21). O TSE informou que o DivulgaCandContas reúne dados detalhados sobre arrecadação, despesas e bens de candidaturas nas Eleições Gerais de 2026.

No caso de Tarcísio, a maior despesa declarada foi com a PLTK Comunicação Estratégica, que recebeu R$ 4,5 milhões em dois contratos. O valor representa quase 20% de tudo o que a campanha do governador informou ter gasto até agora.

A mesma prestação parcial mostra que Haddad depende mais do partido. De acordo com os dados do DivulgaCand citados pelo g1, o diretório nacional do PT responde por 94,58% dos recursos recebidos pela candidatura do ex-ministro.

Na prática, a conta de campanha virou termômetro da estratégia: Tarcísio acelera perto do limite, enquanto Haddad preserva margem formal para a reta final. A TV Sim publicou nesta segunda-feira (21) que uma pesquisa colocou Tarcísio com 53% no 1º turno.

A pressão por gasto aparece também na escolha dos fornecedores. O UOL havia registrado, em 18 de setembro, que marqueteiros lideravam as despesas das campanhas de Tarcísio e Haddad.

No caso petista, a principal rubrica citada era de R$ 6,5 milhões com a empresa do marqueteiro Otávio Antunes. Levantamento da Folha feito em 10 de setembro mostrou Tarcísio com R$ 4,7 milhões em doações de pessoas físicas.

A corrida paulista também tem impacto nacional porque dá palanque ao presidente Lula e à oposição em 2026. Tarcísio já havia usado a campanha para prometer 120 mil moradias e acenar ao eleitorado evangélico.

O que acontece agora

O que acontece agora é a entrega das contas finais do 1º turno. Segundo o g1, as prestações deverão ser enviadas entre 5 de outubro e 3 de novembro; no 2º turno, o prazo será de 26 de outubro a 14 de novembro.

Candidatos eleitos que não apresentarem as contas e seguirem omissos não podem ser diplomados enquanto a situação não for regularizada. A disputa ao Senado por São Paulo também pressiona a composição de palanques, com cinco nomes na briga por duas vagas.