O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ao New York Times, em entrevista publicada na quinta-feira (5 de novembro), que seria candidato à Presidência outra vez caso haja novas eleições no Brasil. À noite, discursou no jantar da CPAC, em Mar-a-Lago.
"Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente", disse Flávio ao jornal americano. Ele afirmou ainda não ter abandonado suas ambições presidenciais, mas condicionou a nova disputa a um cenário que hoje não existe no calendário eleitoral brasileiro.
O New York Times apurou que não foram encontradas irregularidades nas eleições de 2026. Os advogados de Flávio pediram ao TSE a anulação da chapa vencedora, mas o próprio partido dele, o PL, já reconheceu o resultado que deu a vitória a Lula.
Na quinta-feira, o senador voltou a alegar fraude nas urnas, e o TSE rejeitou o pedido mais uma vez.
No jantar da CPAC, Flávio disse em português que o resultado da eleição "não foi o fim" e pediu aos brasileiros para "ter ainda mais fé".
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Afirmou que, um ano antes, "jamais imaginava" que seria candidato à Presidência, e que considera a candidatura "um projeto de Deus" para o país. Disse também que "grandes coisas estão por vir" para o Brasil.
Por que ele ainda fala em nova candidatura
Flávio está nos Estados Unidos com autorização humanitária (humanitarian parole), válida até outubro de 2027. A permanência não equivale a asilo político. É temporária, renovável, e pode ser revista.
A vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro, deixou o futuro da permanência de Flávio no país mais incerto. 25 deputados democratas cobram do governo Trump explicações, com prazo até 13 de novembro.
Quanto custam os ingressos e quem mais discursou
Os ingressos para o CPAC Mar-a-Lago Gala custam entre US$ 2,5 mil e US$ 25 mil, segundo a organização do evento.
O irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também discursou na quinta-feira, ao lado do ator Jim Caviezel, escalado para viver Jair Bolsonaro no filme Dark Horse.
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Por que Flávio foi para os EUA
Flávio está nos Estados Unidos desde 28 de outubro, três dias depois da derrota no segundo turno, quando deixou o Brasil em um avião fretado que custou R$ 414 mil. Ele alega ter sido alvo de perseguição política no Brasil.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Flávio pode ficar no país "o tempo que quiser".
A candidatura condicionada a novas eleições é também uma forma de manter a base mobilizada no Brasil, mesmo sem data nem calendário que a tornem possível hoje.






























