A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (14), colocou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 53% das intenções de voto para o governo de São Paulo, acima dos 50% que garantiriam a vitória já no 1º turno. Datafolha e Paraná Pesquisas, divulgadas na sexta (11), colocam Tarcísio abaixo desse patamar.

Pesquisas para o governo de São Paulo no 1º turno — conferido em 14/09/2026
InstitutoTarcísioHaddadDivulgação
Real Time Big Data53%36%14/09
Datafolha49%29%11/09
Paraná Pesquisas49,7%34,5%11/09

O limiar que decide a disputa é 50% dos votos válidos. Só duas eleições de governador de São Paulo terminaram no 1º turno desde a redemocratização: José Serra, em 2006, com 57,93%, e Geraldo Alckmin, reeleito em 2014, com 57,31% contra 21,53% de Paulo Skaf.

Desde a redemocratização, uma vitória para o governo de São Paulo sem 2º turno aconteceu só duas vezes, e as duas vieram com margem acima de 57%, bem maior que a desta pesquisa de segunda.

Em 2022, a disputa entre os mesmos dois candidatos foi para o 2º turno. Tarcísio venceu com 55,27% dos votos válidos contra 44,73% de Haddad, e levou 566 dos 645 municípios paulistas.

A distância já aparecia grande antes desta pesquisa: no levantamento da Datafolha divulgado na sexta (11), Tarcísio abria 20 pontos sobre Haddad.

As três pesquisas têm metodologia parecida: coleta entre 7 e 12 de setembro, confiança de 95% e margem de erro de 2 a 2,4 pontos. Brancos, nulos e indecisos variam de 9% a 16% do eleitorado, a depender do instituto.

A Real Time Big Data (BR-05824/2026 e SP-02794/2026) e a Paraná Pesquisas (SP-08090/2026) foram contratadas pelos próprios institutos. A Datafolha (SP-04189/2026) foi contratada pela Folha e pela Globo.

O que acontece agora

A eleição para o governo de São Paulo acontece em 4 de outubro. Novos levantamentos dos três institutos são esperados nas próximas semanas, à medida que o prazo se aproxima e a margem entre os cenários pode se fechar ou se abrir.

O que isso muda para o eleitor

Se a eleição terminar no 1º turno, o próximo mandato fica definido já em outubro, sem o mês adicional de campanha que separa os dois turnos. As pesquisas divulgadas até aqui não fecham essa conta.

A diferença entre os institutos está dentro da faixa em que a decisão ainda pode seguir por qualquer um dos dois caminhos, e só as próximas pesquisas, mais perto da data, vão indicar se ela se fecha ou se abre.