O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou na sexta-feira (6 de novembro) que a inflação nos Estados Unidos segue alta e que o banco central ainda precisa de mais dados sobre os riscos antes de decidir os próximos passos.

A fala chega em dia de forte reação dos mercados ao payroll de outubro. O Fed manteve a taxa básica de juros entre 3,75% e 4% em outubro, numa decisão aprovada por dez votos a dois.

Segundo Williams, a pausa serve para reunir mais informações sobre os riscos.

A inflação está absolutamente alta demais. É absolutamente essencial que levemos a inflação de volta à nossa meta de 2% de maneira oportuna e sustentável.

A declaração foi feita em evento do Banco Central Europeu, em Frankfurt. Para Williams, as expectativas de inflação seguem ancoradas, e os salários sobem alinhados à meta de 2%. Ele também citou os custos de energia como pressão sobre a inflação.

Williams destacou ainda a sequência atípica de choques nos preços relativos. Para ele, a economia americana tem se mostrado resiliente diante desses impactos.

Qual é o efeito no mercado brasileiro?

O dólar fechou a sexta-feira (6 de novembro) cotado a R$ 5,50 no Brasil, com alta de 0,67% no dia. Já o Ibovespa subiu 1,08% e fechou aos 167.984 pontos, renovando as máximas da sessão de sexta-feira.

Os números do mercado de trabalho vieram mais fortes do que o esperado em quase todos os indicadores. A leitura elevou as apostas em alta de juros do Fed em dezembro para cerca de 80%, ante 75% antes dos dados.

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No mesmo dia, uma liquidação global da tecnologia pressionava as bolsas europeias.

O payroll americano costuma mexer com o dólar no Brasil. Dado de emprego forte nos EUA também pressiona as apostas sobre os juros brasileiros, pela interligação dos mercados.

O que acontece agora

O mercado agora aguarda a reunião do Fed em dezembro, que vai definir se a taxa de juros americana muda. O nível das apostas, hoje em torno de 80% para alta, pode seguir oscilando com novos dados de inflação e emprego nos Estados Unidos.