O senador Cleitinho de Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, em 4 de outubro, com a campanha mais barata entre os 27 governadores eleitos ou reeleitos em 2026, com apenas R$ 0,15 por voto, segundo dados declarados ao TSE.
O valor é 210 vezes menor que o do pedetista Alexandre Kalil, que teve o maior custo por voto entre os eleitos, R$ 32,23. Flávio Roscoe (PL) gastou R$ 3,48 por voto, Patrus Ananias (PT) R$ 3,61 e Mateus Simões (PSD) R$ 11,11.
Cleitinho venceu com 55,4% dos votos válidos, 6.321.590 votos, e teve o menor custo também por habitante, R$ 0,05, segundo o cruzamento entre os gastos declarados ao TSE e a população estimada pelo IBGE.
Ele arrecadou cerca de R$ 1,3 milhão em doações e não usou nenhum centavo do Fundo Eleitoral, segundo a prestação de contas. A campanha apostou em vídeos caseiros nas redes sociais, sem grandes eventos, formato que já era sua marca no Senado.
Publicidade
Antes de entrar para a política, Cleitinho trabalhava no sacolão da família e teve uma fase como cantor em Divinópolis, sob o nome "Cleitinho Elétrico".
Como Cleitinho se compara a outros governadores
Em São Paulo, marqueteiros lideraram os gastos de Tarcísio, que teve o segundo menor custo por habitante entre os governadores eleitos, R$ 0,55, mas gastou R$ 25,4 milhões no total, muito mais que Cleitinho.
Jerônimo Rodrigues (PT-BA) teve R$ 0,56 por habitante, próximo de Tarcísio. Vicentinho Júnior (PSDB-TO) registrou o maior custo por habitante do país, R$ 3,70.
Para o estrategista político Pedro Augusto Correia, o resultado mostra que dinheiro não decide eleição sozinho. "Embora o volume financeiro seja importante para a viabilidade da campanha, ele sozinho não garante desempenho eleitoral favorável", avaliou.
Publicidade
"Fizemos uma campanha limpa, sem atacar ninguém e sem gastar um centavo de fundo eleitoral", escreveu Cleitinho nas redes sociais, no domingo (4 de outubro), dia em que foi eleito governador de Minas Gerais.
"De verdureiro a governador. Só Deus e vocês para fazerem isso acontecer", completou, prometendo governar para todos os mineiros, incluindo quem não votou nele.
O que acontece agora
Cleitinho toma posse como governador de Minas Gerais em 6 de janeiro de 2027, primeiro a assumir já no novo calendário constitucional, que tirou a posse de governadores do dia 1º de janeiro para não coincidir com a posse presidencial.






























