Um lutador de jiu-jítsu identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, foi preso em flagrante na madrugada de quinta-feira (5 de novembro) após invadir apartamentos e agredir duas vizinhas em um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Lucas por tentativa de feminicídio, ameaça e violação de domicílio. O caso é investigado pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira).

Segundo a Polícia Civil, Lucas invadiu o apartamento de uma vizinha e agrediu uma mulher de 65 anos, que ficou internada. Os familiares dela conseguiram fugir pela escada e pedir ajuda na portaria.

Uma segunda vizinha, de 56 anos, subiu para verificar a confusão e encontrou o agressor na porta do elevador. Ele mandou que ela se ajoelhasse, aplicou um golpe de estrangulamento e desferiu vários socos no rosto e na cabeça dela.

As câmeras de segurança do prédio registraram o ataque.

A vítima conseguiu escapar e buscou refúgio em um posto de gasolina próximo. O Corpo de Bombeiros prestou atendimento e a encaminhou ao Hospital Municipal Souza Aguiar.

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Policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar e agentes da Guarda Municipal foram acionados. Durante a abordagem, Lucas reagiu e tentou sacar a arma de um policial.

Os agentes atiraram contra as pernas do suspeito. Mesmo ferido, ele resistiu à prisão e tentou fugir pelas escadas, até ser imobilizado com uma arma de choque.

O que acontece agora

Lucas permanece preso e à disposição da Justiça, que converteu o flagrante em prisão preventiva. A próxima etapa é a oitiva das vítimas e testemunhas pela 18ª DP, que deve concluir o inquérito e enviá-lo ao Ministério Público.

Prisão preventiva por violência contra a mulher já foi decretada em outros casos parecidos: em maio, uma juíza converteu a prisão em preventiva depois de um bilhete de SOS deixado por uma vítima em um posto de saúde.

O que diz a lei para casos como este

No Rio de Janeiro, agressores de mulheres podem ser monitorados por tornozeleira eletrônica desde que a Alerj aprovou a chamada tornozeleira rosa, em julho. Em agosto, o STF julgou o alcance da Lei Maria da Penha em casos de violência doméstica.