O Departamento de Estado dos Estados Unidos ofereceu, na quinta-feira (5 de novembro), recompensas de até US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de três líderes do Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana designada organização terrorista e também ativa no Brasil.
Yohan José Romero, o "Yohan Petrica", é apontado como o atual chefe da organização. A recompensa por ele subiu de US$ 4 milhões para US$ 20 milhões, o maior valor dos três.
Giovanni Vicente Mosquera Serrano, o "El Viejo", também está na lista dos dez foragidos mais procurados do FBI. O valor por ele passou de US$ 5 milhões para US$ 15 milhões, cifra agora oferecida também, pela primeira vez, por Juan Gabriel Rivas Núñez, o "Juancho".
Esses membros de gangue são monstros, e nós os denunciamos como tal. Estou confiante de que as recompensas ampliadas vão incentivar o retorno desses terroristas ao meu distrito, onde vamos levá-los à Justiça.
A declaração acima é do promotor federal Aaron Reitz, do Distrito Sul do Texas. As recompensas valem para informações de qualquer país, dentro do Transnational Organized Crime Rewards Program, do Departamento de Estado.
O Tren de Aragua foi classificado como organização terrorista estrangeira pelo governo americano em 2025.
Mosquera Serrano soma ainda acusação de tráfico internacional de cocaína nos Estados Unidos.
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Qual é a ligação do Tren de Aragua com o Brasil?
O Tren de Aragua tem atuação confirmada em seis estados brasileiros: Roraima, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A facção trafica armas e drogas, além de lavar dinheiro por meio de criptomoedas.
Em Roraima, porta de entrada do grupo no país, a presença cresce desde 2018, na crise migratória venezuelana. Na região, um helicóptero avaliado em R$ 4 milhões foi apreendido em outubro. No Rio de Janeiro, a facção arma o Comando Vermelho, segundo a CNN Brasil.
Em junho, a Operação Rota do Norte emitiu 25 mandados de prisão, 18 contra venezuelanos e sete contra brasileiros, com 13 cumpridos em seis estados. O governo brasileiro também recusou o Escudo das Américas, mas aceitou ajudar os EUA contra facções.
A ação apreendeu R$ 350 mil em espécie, 11 veículos, drogas e armas. Um operador financeiro do grupo movimentou mais de R$ 300 milhões em criptomoedas em um ano. Os EUA abriram ainda uma unidade antidrogas na Argentina contra o PCC.
O que acontece agora
O FBI orienta que informações sobre os três sejam enviadas por WhatsApp ou Telegram, com recompensa válida em qualquer país. Não há prazo definido: os valores ficam em aberto até a prisão ou condenação dos três.






























