O presidente do PL em Minas Gerais, deputado federal Zé Vitor, pediu o fim da intolerância política na sexta-feira (30 de outubro). O apelo veio em meio a boicotes contra comércios associados à esquerda, defendidos publicamente por Nikolas Ferreira (PL-MG).
"Quando deixamos partidos políticos nos engolir? Que vergonha, dos dois lados. Tanta ofensa, tanta intolerância, tanta gente tratando o outro como inimigo só porque pensa diferente", disse Zé Vitor, em vídeo publicado nas redes sociais.
"Uma coisa é perder a eleição, outra mais grave é perder a capacidade de respeitar uns aos outros", completou. Para o deputado, convicção política "não é licença para crueldade".
O estopim foi um vídeo de Nikolas Ferreira defendendo os boicotes. Para o deputado, consumidores têm o direito de escolher onde gastam o salário, depois de empresários e artistas terem apoiado Lula na campanha.
Nikolas chegou a dizer que empresários e artistas "insultaram, debocharam e acusaram 60 milhões de pessoas de serem extremistas, nazistas, genocidas e golpistas".
O efeito já aparece no dia a dia. Uma dona de restaurante no Distrito Federal relatou boicote depois de dizer que votou em Lula.
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O boicote não fica só no comércio. No Espírito Santo, listas chegaram a mirar igrejas associadas a apoiadores do petista.
A tensão também virou estatística. As denúncias de assédio eleitoral saltaram para 2,4 mil depois da vitória de Lula.
Zé Vitor também criticou o desprezo contra quem recebe benefícios sociais e produtores rurais alvo de críticas por suas posições políticas. "Convicção não é licença para crueldade e respeito não é sinal de fraqueza", disse. Para ele, isso fragiliza o debate dos dois lados.
O que acontece agora
Zé Vitor disse que a direita também precisa fazer autocrítica, sem detalhar como. Nikolas Ferreira, por ora, mantém a defesa dos boicotes como exercício de liberdade de escolha do consumidor.
Nenhum dos dois deputados propôs uma ação conjunta para reduzir a tensão.































