Um homem de 38 anos foi picado na orelha por um escorpião enquanto estava internado no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A esposa dele encontrou o animal sobre o travesseiro do paciente.

Segundo a família, o homem está no local aguardando transferência para outra unidade de saúde há pelo menos 43 dias. Depois da picada, ele passou a sentir dores intensas, que se estenderam até o pescoço, e precisou de anestesia local e medicação.

Acompanhantes do paciente registraram vídeos que mostram diversos buracos nas paredes do hospital, de onde a família suspeita que os escorpiões estejam saindo.

Em nota, a direção do hospital informou que o paciente foi atendido pela equipe médica e não apresenta alterações clínicas graves decorrentes do veneno. A administração afirmou ainda que o prédio passou por dedetização há cerca de 20 dias.

Segundo o hospital, as medidas preventivas de controle de pragas no local também foram reforçadas depois do episódio.

O caso de Foz do Iguaçu não é isolado. As picadas de escorpião cresceram 349% no Brasil em 12 anos, e o Paraná já soma 7.081 acidentes com o animal só neste ano, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

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O ministério orienta que, em caso de picada, a vítima seja afastada do animal, mantendo a calma, e que o local seja lavado apenas com água e sabão. Torniquete, corte ou sucção no ferimento são contraindicados.

A dor costuma ser imediata e pode vir acompanhada de vermelhidão e suor. Em crianças, o quadro pode evoluir para vômito, agitação e, em casos graves, dificuldade para respirar — que reagem pior ao veneno do que adultos, segundo especialistas.

O tratamento das picadas mais graves é feito com soro antiescorpiônico, disponível apenas em hospitais de referência.

Parte do soro usado no país vem de animais capturados e enviados a centros como o Instituto Butantan, que produz o antídoto a partir do veneno extraído dos próprios escorpiões.

O que acontece agora

O hospital não informou prazo para eliminar os pontos de infestação apontados pela família nem data para a transferência do paciente, que segue internado na unidade.