O Equador foi escolhido para sediar a COP18, a 18ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade da ONU, marcada para 2028 em Quito. A decisão saiu por votação secreta na madrugada da sexta-feira (30 de outubro), na plenária final da COP17, em Yerevan.
O Equador disputava a sede com o Panamá, e a eleição foi disputada: Quito obteve 55 votos, contra 53 da Cidade do Panamá.
Tendo obtido a maioria necessária, o Equador foi escolhido para sediar a 18ª sessão da Conferência das Partes.
A frase é do presidente da COP17, Hambardzum Matevosyan, ao anunciar o resultado da votação. A COP da Biodiversidade reúne os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU.
O encontro acontece a cada dois anos, para negociar metas globais de contenção da perda de espécies e ecossistemas. É independente das cúpulas climáticas da ONU, como a COP30, que ocorrem anualmente.
Este ano, a COP17 foi realizada na própria Yerevan, capital da Armênia, entre 19 e 30 de outubro.
A pauta da COP de Biodiversidade cruza temas econômicos, tecnológicos, de segurança alimentar e hídrica, e de direitos de comunidades tradicionais. É estratégica para setores como os de cosméticos, medicamentos e alimentos, que dependem de acesso a recursos genéticos.
Para o Brasil, apontado como o país mais megadiverso do mundo, o tema é um debate central nas próximas edições da conferência.
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O país já disputou protagonismo em fóruns semelhantes: em agosto, dois projetos brasileiros de restauração ambiental foram premiados pela ONU, feito que nenhum outro país alcançou na mesma edição.
O país também vem registrando queda nos alertas de desmatamento da Amazônia, dado que deve pesar nas negociações da COP18.
O que acontece agora
Com a sede definida, Quito terá dois anos para organizar a logística da COP18, que deve reunir delegações de mais de 190 países signatários da CDB. O cronograma detalhado da conferência de 2028 ainda não foi divulgado pela ONU.































