A cantora Juliette Freire trocou as flores por algodão plantado na Paraíba na decoração do seu casamento com o atleta de crossfit Kaíque Cerveny, celebrado na terça-feira (27 de outubro), em Cabaceiras, no Cariri paraibano. Foram 12.500 galhos de algodão.

O algodão veio da Rede Borborema de Agroecologia, sediada no assentamento Queimadas, em Remígio, no Agreste paraibano. A associação também atua em Casserengue, Barra de Santa Rosa, Algodão de Jandaíra e Areia.

Juliette Freire em evento público
Juliette Freire em evento público, foto de arquivo — Foto: DPU/Wikimedia Commons (CC0)

Foram 5 mil galhos de algodão branco e 7.500 de algodão colorido, espécie pela qual a Paraíba se destaca internacionalmente. Os agricultores receberam pagamento pelo fornecimento, e Juliette devolveu os capulhos à associação para reaproveitamento.

O preço do algodão tem subido nos últimos meses. A cotação em Nova York saiu do piso histórico em setembro.

"O algodão foi o principal elemento do casamento, que é símbolo nordestino de resistência, a visibilidade para os nossos agricultores e agricultoras. Além de ter gerado renda para as famílias, que se sentiram pertencentes à celebração", disse Suzana Aguiar, representante da Rede Borborema.

Os convidados também receberam bolsas de crochê feitas pela Associação das Crocheteiras do Lajedo do Marinho, em Boqueirão. Foram 300 peças confeccionadas em pouco mais de dois meses.

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"É muito prazeroso ver o nosso trabalho, a nossa arte pelo mundo afora; é muito gratificante", disse a artesã Maria Suelene.

A primeira cerimônia, intimista, aconteceu em Cabaceiras. Uma segunda festa reuniu famosos em Recife na noite de quinta-feira (29 de outubro).

O que o algodão do Agreste ganhou com o casamento

O casamento aconteceu num bom momento para o algodão brasileiro, que deve bater recorde de exportação na safra 2026/27. A escolha de Juliette coloca luz sobre a agricultura familiar e o artesanato nordestinos, raros num evento deste porte.