O Congresso Nacional eleito nas urnas de 2026 terá a maior bancada feminina da história. Segundo o Senado Federal, serão 109 deputadas na Câmara dos Deputados, contra 90 eleitas em 2022, e 18 senadoras, equivalentes a 22,2% das 81 cadeiras do Senado.

É a primeira vez que a proporção de mulheres no conjunto do Congresso chega a 20%. Ainda assim, o número está longe de refletir a população brasileira, da qual cerca de 51% é formada por mulheres.

A renovação da Câmara dos Deputados chegou a 35% nesta eleição, segundo a Agência Brasil. O PL elegeu a maior bancada da Câmara, com 121 deputados federais na próxima legislatura, entre eles 22 mulheres.

Para o Senado, o partido elegeu três senadoras: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal, e Caroline de Toni, por Santa Catarina. A família Bolsonaro terá quatro parlamentares na nova legislatura.

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Apesar do avanço numérico, a barreira para a presença feminina segue nos próprios partidos, segundo o Senado Federal. Presidências, tesourarias e secretarias-gerais, que definem estratégia eleitoral e distribuição de recursos de campanha, permanecem dominadas por homens.

As mulheres estão nos partidos, são filiadas, compõem a base, mas não ocupam os espaços de decisão.

A frase é da socióloga Vanilda Chaves. Em 2020, o TSE recomendou que 30% das posições partidárias fossem reservadas a mulheres, mas a orientação foi ignorada por não ter força de lei: hoje, apenas PT e PSOL adotam paridade real em suas instâncias decisórias.

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Entre as novidades do próximo mandato, uma leva de outsiders também chega ao Congresso: 33 parlamentares estreiam nas duas Casas em 2027, parte do movimento de renovação que elegeu também a maior bancada feminina já registrada.

O que acontece agora

Os parlamentares eleitos em outubro tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura. Até lá, partidos negociam a composição das mesas diretoras da Câmara e do Senado para o próximo biênio.