O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, descartou na sexta-feira (30 de outubro) qualquer investigação sobre fraude na reeleição de Lula. Classificou o 2º turno de domingo (25 de outubro) como "transparente" e "limpa", sem qualquer "traço de irregularidade".

A avaliação de Salomão reforça o que ministros do TSE já indicavam reservadamente. A diferença entre os candidatos foi de 4,4 milhões de votos, dos 128,2 milhões que foram às urnas. Apenas 35,5 mil votos foram registrados após as 17h.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e o ministro do STF Cristiano Zanin, que autorizou a prorrogação do horário de votação em alguns locais, também avaliam que o resultado está consolidado.

Flávio Bolsonaro (PL) contesta o resultado desde a derrota, alegando "abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública" a favor de Lula. O próprio partido já reconheceu que não tem como provar a tese.

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Depois de fugir para os Estados Unidos, na terça-feira (27 de outubro), ele passou a questionar a prorrogação do horário de votação no dia do 2º turno. Também pediu a anulação da chapa Lula-Alckmin.

O próprio coordenador da campanha de Flávio já havia admitido, na quinta-feira (29 de outubro), que não há provas de fraude na eleição.

A insistência nas acusações sem provas pode custar caro. Flávio pode ficar inelegível por 8 anos por causa da carta golpista que publicou nos Estados Unidos.

Ele também responde a um pedido de cassação do mandato, apresentado após a fuga.

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Não é a primeira vez que os argumentos de Flávio não avançam. O TSE já havia dito que qualquer pessoa pode auditar as urnas depois que ele alegou fraude.

Sete partidos também o acusaram de buscar apoio estrangeiro numa carta enviada dos Estados Unidos.

O que acontece agora

O processo de cassação segue em análise no Senado, sem data marcada para votação. O TSE também pode decidir formalmente sobre o pedido de anulação, caso Flávio o apresente oficialmente. Até lá, o tribunal ainda não decidiu formalmente sobre o pedido.