O governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se distanciou na sexta-feira (30 de outubro) do discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a fuga dele para os Estados Unidos. Mello defendeu pacificação e disse respeitar o resultado das urnas no 2º turno.
"Às instituições brasileiras, cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las", escreveu o governador, que é também presidente estadual do PL em Santa Catarina.
"Da minha parte, continuarei cumprindo a missão da qual jamais abri mão, defendendo os interesses de Santa Catarina acima de tudo, com firmeza e responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas", completou Mello.
Por que o posicionamento pesa justamente em SC
Santa Catarina foi um dos maiores currais eleitorais de Flávio no 2º turno: o senador teve 3.220.071 votos (69,42%) no estado, contra 1.418.314 votos (30,58%) de Lula. Mesmo nesse reduto, o governador reeleito optou por não embarcar nas alegações de fraude.
Flávio perdeu a disputa presidencial no domingo (25 de outubro) e deixou o Brasil na terça-feira (27 de outubro).
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Ele divulgou uma carta nos Estados Unidos questionando a legitimidade da eleição sem apresentar provas, e chegou a se autodeclarar "presidente eleito" antes de corrigir o termo para "líder do Brasil".
O senador afirmou pretender liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Quem mais se distanciou do discurso de Flávio
Mello não é o único. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, também cobrou respeito às urnas ao comentar o caso.
Dentro da própria campanha derrotada, o coordenador Rogério Marinho (PL-RN) já havia admitido publicamente que o PL não tem provas de fraude nas eleições, na quinta-feira (29 de outubro).
O racha dentro do campo de Flávio é incomum para um grupo que, até o 2º turno, se mantinha coeso em torno da candidatura.
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Alguns aliados, porém, mantêm o discurso de Flávio. Até mesmo Aécio Neves chamou a fuga de "incompreensível".
O que acontece agora
A carta de Flávio e as alegações sem provas abriram pedidos de investigação contra o senador. Ele pode ficar inelegível por oito anos caso o TSE entenda que houve abuso de poder ou desinformação.
Governadores do próprio partido, como Mello, seguem sinalizando distanciamento enquanto o caso avança.































