O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somava 12.286 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026 até as 19h30 de domingo (9), segundo o sistema DivulgaCandContas. O prazo para partidos, federações e coligações protocolarem os pedidos termina às 19h de 15 de agosto.

O número cresce a cada dia. Na noite de 6 de agosto eram 8.229 pedidos. Um dia depois, 10.558. No domingo, o total passou de 11.841 às 8h30 para 12.286 às 19h30, com 72 já julgados e 12.214 ainda em tramitação.

Candidaturas a presidente e vice só podem ser protocoladas com a chapa completa, direto no TSE. Governador, senador e deputados são julgados pelos Tribunais Regionais Eleitorais.

Depois do edital, há prazo de cinco dias para impugnação. Os pedidos são autuados no Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema usado pela Justiça Eleitoral para tramitar os registros até o julgamento final.

Flávio tem mais palanques estaduais que Lula

Um levantamento do mesmo período mapeou os "palanques" de cada presidenciável, ou seja, quantos candidatos a governador declararam apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro nos estados. Flávio soma 9 palanques competitivos. Lula tem 8.

Somando também as candidaturas sem chance real de vitória, Lula aparece com 26 palanques, sendo 12 do próprio PT e 14 de partidos aliados. Flávio tem 16 no total, dos quais 12 são do PL.

Quem lidera a disputa pelos governos estaduais

Entre os 33 candidatos a governador considerados competitivos no país, o PSD lidera com 6. O PL vem em seguida, com 5.

MDB, PP e Republicanos têm 4 candidatos competitivos cada. União Brasil soma 3. PSDB e PDT têm 2 cada, e PT, Podemos e PSB fecham a lista com 1 cada.

A Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, com 11,3 milhões de eleitores, fica de fora dos palanques competitivos dos dois presidenciáveis. Lá, ACM Neto (União Brasil) lidera as intenções de voto com 48,9%.

O que muda quando o prazo fechar

Até 15 de agosto, qualquer um desses números pode mudar: partido sem candidato fechado ainda tem cinco dias para protocolar, e federação pode reorganizar coligação até o limite.

A pergunta que só o fim do prazo responde é quantos desses palanques hoje contados como "competitivos" vão de fato disputar as eleições de outubro, e quantos vão esbarrar em impugnação ou desistência antes disso.