Wellington Fagundes (PL) lidera a corrida ao governo de Mato Grosso com 27% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta semana. O atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), aparece em segundo, com 23%. Nenhum dos dois se aproxima dos votos necessários para vencer já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A Quaest ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto para a TV Centro América, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e registro no TSE sob o número MT-04846/2026. O levantamento tem 95% de confiança, em cenário estimulado com todos os candidatos.
Somados, os eleitores que disseram votar em branco, nulo ou que ainda não decidiram chegam a 37% do total, mais de um terço do eleitorado, a cinco semanas da votação.
Como fica o cenário no 2º turno
Simulações de segundo turno mostram Fagundes à frente em todos os cenários testados pela Quaest. Contra Pivetta, o senador licenciado tem 38% a 29%. Contra a médica Doutora Natasha Slhessarenko (PSD), a vantagem sobe para 45% a 20%.
Outros institutos mostram fotografia mais equilibrada. O Paraná Pesquisas, contratado pela Sedek Serviços, ouviu 1.504 eleitores entre 21 e 23 de agosto, com margem de erro de 2,6 pontos e registro MT-02157/2026.
O instituto apontou Pivetta à frente por 39% a 35% no primeiro turno e 44,3% a 40,8% numa simulação de segundo turno, resultado que classificou como empate técnico dentro da margem de erro.
O Real Time Big Data, com coleta mais antiga (7 a 11 de agosto), ouviu 1.600 eleitores e também mostrou Fagundes à frente, com 45% a 32% no segundo turno. O instituto tem registro TSE MT-04560/2026.
O mesmo instituto Quaest mostrou padrão semelhante na disputa presidencial, com Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico em simulação de segundo turno.
A médica Doutora Natasha Slhessarenko (PSD), identificada com o governo federal, é a terceira força na disputa. Completam a lista Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e o sargento Laudicério (Agir), cada um somando 1% ou 2% nas pesquisas.
Tarcísio de Freitas venceria já no primeiro turno em São Paulo, segundo pesquisa recente. Mato Grosso caminha em direção oposta, cada vez mais indefinido.
Situação parecida ocorre no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes lidera a disputa pelo governo com folga sobre os demais concorrentes.
Nos últimos 20 anos, nenhuma eleição para o governo de Mato Grosso chegou a um segundo turno. Blairo Maggi, Silval Barbosa e Mauro Mendes venceram já na primeira votação.
Pedro Taques foi o único a perder a reeleição no período, mas também caiu ainda no primeiro turno, em 2018. Se a fragmentação apontada pelas pesquisas se confirmar em outubro, 2026 seria a primeira exceção em duas décadas.
Pivetta assumiu o Executivo em 31 de março, quando Mendes renunciou para viabilizar a pré-candidatura ao Senado. Antes da vice-governadoria, foi prefeito de Lucas do Rio Verde.
O que acontece agora
O primeiro turno da eleição para governador de Mato Grosso está marcado para 4 de outubro. Confirmando-se a fragmentação apontada pelas pesquisas, o eventual segundo turno acontece em 25 de outubro, entre os dois candidatos mais votados.
O ponto em aberto
Um segundo turno inédito mudaria a lógica da campanha em Mato Grosso, hoje concentrada em alianças com prefeitos e lideranças do interior.
O tamanho da fatia de eleitores ainda indecisos ou sem voto definido é o que deve pesar mais nas próximas cinco semanas, tanto quanto qualquer estratégia de coligação.


























