Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que 47% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente em 2026, o maior índice de rejeição da corrida. Lula (PT) aparece logo atrás, com 45%, folga de apenas dois pontos entre os dois líderes.
O levantamento, contratado por TV Globo e Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com registro BR-03669/2026 no TSE.
Atrás dos dois líderes vêm Romeu Zema (Novo), com 16% de rejeição, Renan Santos (Missão), com 15%, Ronaldo Caiado (PSD), com 13%, e Augusto Cury (Avante), com 9%.
Dois institutos, duas ordens diferentes
Uma pesquisa do PoderData feita quase ao mesmo tempo, entre 30 de agosto e 2 de setembro, chegou ao resultado invertido: 48% de rejeição para Lula e 46% para Flávio.
O instituto, ligado ao grupo Poder360, entrevistou 3.000 eleitores em 716 municípios das 27 unidades da federação. A margem de erro foi de 1,8 ponto, com registro BR-07561/2026 no TSE.
Os dois institutos discordam sobre quem é mais rejeitado, mas concordam que Flávio e Lula reúnem, ao mesmo tempo, o maior apoio e a maior rejeição da disputa. Na Datafolha, 34% só votariam em Flávio; no PoderData, 38% só votariam em Lula.
Os índices de rejeição de Flávio e Lula são, nas duas pesquisas, mais de três vezes maiores que os do terceiro colocado. Zema, hoje o mais próximo dos líderes, não passa de 16% em nenhum dos dois levantamentos.
A mesma polarização apareceu numa pesquisa estadual no Rio Grande do Sul divulgada nesta semana, com folga maior para Flávio fora da média nacional.
O que acontece agora
As duas pesquisas nacionais foram divulgadas na mesma semana em que o PoderData mostrou Flávio empatando com Lula no cenário de 2º turno pela primeira vez, o que deve intensificar a disputa pelo chamado "voto útil" nos próximos meses de campanha.
Candidaturas hoje distantes da liderança, como a de Augusto Cury, que assumiu o 3º lugar nas pesquisas presidenciais em agosto, tendem a disputar justamente o eleitor que rejeita os dois líderes.






























