Os 12 candidatos à Presidência da República em 2026 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônios que variam de R$ 33 mil a R$ 242 milhões. O prazo de registro de candidaturas terminou neste sábado (15), às 19h, e as declarações de bens já estão públicas no sistema DivulgaCandContas.
No topo do ranking está o escritor Augusto Cury (Avante), com R$ 242 milhões em participações acionárias. Logo atrás vem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com R$ 178,7 milhões, mais da metade em ações de empresas. Completam o pelotão de frente Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 52,5 milhões, e Wilson Grassi (Democrata), com R$ 50 milhões.
Quem subiu e quem caiu desde 2022
A comparação com a última eleição presidencial mostra trajetórias opostas. O patrimônio de Zema cresceu 37,7% em relação a 2022. Já o de Flávio Bolsonaro (PL) saltou 370% no mesmo período, para R$ 8,2 milhões.
Cerca de 80% desse valor está concentrado em um único imóvel, no Lago Sul, em Brasília.
Na direção contrária está Lula (PT). O patrimônio do presidente caiu 35% frente à declaração de 2022 e soma hoje R$ 4,8 milhões, entre participações em imóveis em construção e metade de imóveis em São Bernardo do Campo (SP).
Os vices também declararam bens próprios. Eduardo Girão, vice na chapa de Zema, tem R$ 34,1 milhões. Gilberto Kassab, vice de Caiado, declarou R$ 21 milhões. Geraldo Alckmin, vice de Lula, tem R$ 3,3 milhões.
Do outro lado da tabela
Na ponta oposta do ranking está Samara Martins, do Unidade Popular, com R$ 33 mil declarados. Dois candidatos concorrem sem nenhum bem no nome: Hertz Dias, do PSTU, e Rui Costa Pimenta, do PCO.
É um padrão recorrente entre esses dois partidos em eleições presidenciais anteriores. Ambos vêm de siglas de tradição operária, que costumam lançar candidatos sem patrimônio pessoal relevante como parte da própria identidade política do partido.
Entre os dois extremos ficam Clariana Barão (DC), com R$ 1,8 milhão, Renan Santos (Missão), com R$ 795 mil, em sua primeira candidatura à Presidência, e Edmilson Costa (PCB), com R$ 454,4 mil.
A diferença entre o maior e o menor patrimônio declarado passa de 7 mil vezes.














