Um homem morreu e outros cinco foram presos durante operação da Polícia Militar contra o Comando Vermelho na manhã de terça-feira (3 de novembro), na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro. Moradores relataram tiroteios desde o início da manhã.

A ação tem como prioridade, segundo a Polícia Militar, combater o roubo de veículos ligado à facção e recuperar carros roubados ou clonados na região.

Segundo a polícia, o homem morto era suspeito de integrar a facção. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. O nome dele não foi divulgado.

O principal confronto ocorreu na localidade conhecida como Itamar, conjunto de apartamentos às margens do rio Arroio Fundo. Após a troca de tiros, os policiais prenderam cinco suspeitos, cujos nomes também não foram revelados.

Os agentes apreenderam dois fuzis, duas pistolas, um rádio transmissor e uma quantidade de drogas ainda não contabilizada. O material será levado à 32ª Delegacia de Polícia (DP), na Taquara, que vai registrar a ocorrência.

Agentes de segurança em operação em comunidade do Rio de Janeiro
Foto de arquivo: Agência Brasil Fotografias/Wikimedia Commons

Por que a PM foi à Cidade de Deus

A operação ocorre um dia depois de uma base da PM ter sido atacada na comunidade da Gardênia Azul, também em Jacarepaguá.

Na segunda-feira (2 de novembro), policiais do 18º Batalhão (BPM) foram verificar um ataque armado à unidade e foram recebidos a tiros, confirmando que a facção vinha testando a resposta policial na região.

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Os suspeitos fugiram para uma área de mata, e os policiais apreenderam um fuzil Colt e 28 munições intactas. O caso também foi encaminhado à 32ª DP.

É o mesmo tipo de avanço do Comando Vermelho que já levou a PM a reforçar o Complexo de Israel, na mesma zona da cidade, em agosto.

A operação reúne o 18º BPM, o Recom (Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões) e o Gesar (Grupamento Especial de Salvamento e Resgate). Segundo a PM, órgãos de saúde e educação foram avisados previamente, e uma escola estadual da região fechou por precaução.

O que acontece agora

A região segue sob cerco tático reforçado, segundo a Polícia Militar, para prevenir novos confrontos e reduzir transtornos nas vias de acesso. A ocorrência vai ser investigada pela 32ª DP, que apura a autoria dos disparos e a identidade dos presos.

A facção já havia perdido um de seus líderes na mesma região em agosto, quando o apontado chefe conhecido como PQD morreu em confronto na zona sudoeste do Rio, sinal de que a disputa pelo controle da área segue em aberto.