Candidaturas e partidos que disputaram o 1º turno das Eleições 2026 têm até a terça-feira (3 de novembro) para enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prestação final de contas das campanhas, com todas as receitas e despesas declaradas ao sistema do tribunal.

Quem avançou ao 2º turno tem prazo até 14 de novembro, caso de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O sistema usado é o Conta+JE, do TSE.

Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, com as letras TSE em destaque
Sede do TSE, em Brasília, onde tramita a prestação de contas das campanhas (foto de arquivo) Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O que acontece com quem não prestar contas?

Quem não regularizar as contas fica sem a certidão de quitação eleitoral, documento necessário para atos futuros perante a Justiça Eleitoral, inclusive para registrar candidatura em eleições seguintes. A rejeição das contas não torna o candidato inelegível de forma automática.

Partidos que descumprirem o prazo ficam sujeitos à devolução de recursos já recebidos, a multas e à suspensão de novas cotas do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.

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A prestação parcial, com dados até 8 de setembro, já tinha sido enviada.

Quanto as campanhas já gastaram?

As campanhas de 2026 somam R$ 11,03 bilhões em despesas declaradas até agora, segundo levantamento com dados do TSE. A maior fatia, R$ 5,72 bilhões (52% do total), veio de repasses financeiros entre candidatos e partidos.

É o dinheiro movimentado, não a pesquisa ou o debate, que mede o tamanho real de cada campanha no terreno. Em São Paulo, por exemplo, Tarcísio chegou a usar 88% do teto de gastos permitido na disputa estadual.

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O Fundo Eleitoral destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos neste ciclo, de um total de R$ 4.961.519.777,00 divididos entre os 30 partidos registrados no TSE. Doações de pessoas físicas somaram R$ 883 milhões, e recursos próprios dos candidatos, R$ 175 milhões.

Qualquer eleitor pode acompanhar as receitas e despesas de cada campanha pelo portal DivulgaCandContas, mantido pelo TSE.

O que acontece agora

Encerrado o prazo da terça, o TSE passa a analisar as contas e pode intimar candidatos a corrigir falhas. Para quem foi ao 2º turno, o prazo segue até 14 de novembro. Quem não regularizar fica sem a certidão de quitação eleitoral.