O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou, no domingo (1º de novembro), um vídeo agradecendo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por "entender" a situação do Brasil. O vídeo usa uma fala de Trump sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No clipe, Eduardo mostra Trump respondendo a jornalistas em uma festa de Halloween em Mar-a-Lago, no sábado (31 de outubro). Perguntado se encontraria Flávio, que está na Flórida desde 27 de outubro, Trump disse não ter planos.

Mas afirmou que o senador é "bem-vindo" e pode ficar "pelo tempo que quiser".

Na mesma ocasião, Trump voltou a chamar a eleição presidencial brasileira de "vergonha" e questionou o resultado do 2º turno, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. Ele não apresentou provas de irregularidades no processo eleitoral.

Agradeço ao presidente Trump por ter essa visão clara de cenário e entender o que está se passando no Brasil.

Eduardo também disse esperar que mais gente passe a concordar, segundo ele, que "o Brasil já não é mais uma democracia", citando a falta de "liberdade de expressão" e de "imunidade parlamentar".

A fala de Eduardo se refere ao pedido de apreensão do passaporte de Flávio, feito pela Polícia Federal 7 minutos depois de o TSE confirmar a derrota do senador no 2º turno, em 25 de outubro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o pedido na mesma noite.

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Flávio deixou o Brasil sem entregar o passaporte e, dias depois, desembarcou nos Estados Unidos.

No 2º turno, Lula venceu com 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

Em evento da União Nacional dos Estudantes, em Goiânia, Lula criticou Trump e responsabilizou a família Bolsonaro pelos efeitos das tarifas impostas ao Brasil. "Eles que tenham vergonha, se escondam na sua covardia e deixem este país viver em paz", disse o presidente.

Mais de 100 países já reconheceram a reeleição de Lula; os EUA e a Argentina ainda não o fizeram.

O que acontece agora

A defesa de Flávio pediu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do caso do passaporte. O STF ainda não julgou o pedido.