Um homem morreu no domingo (1º de novembro) em Washington, nos Estados Unidos, após contrair gripe aviária numa fazenda leiteira do condado de Yakima. É a primeira morte pela doença registrada no país em 2026, segundo autoridades de saúde locais.
Segundo as autoridades, o paciente tinha doenças preexistentes e foi hospitalizado em estado grave antes de morrer. A identidade dele não foi divulgada.
Como está a situação nos EUA?
Desde o início de outubro, 33 rebanhos leiteiros do condado de Yakima testaram positivo para a forma altamente patogênica da doença. Três casos em humanos já foram confirmados na região, segundo o Distrito de Saúde local.
O terceiro caso foi anunciado no mesmo domingo (1º de novembro). A pessoa também teve contato com gado leiteiro infectado, mas não apresentou sintomas graves e não precisou ser hospitalizada.
O risco de infecção para a população em geral é considerado baixo, segundo as autoridades. Os grupos mais expostos são trabalhadores de fazendas leiteiras e quem mantém contato próximo ou prolongado com animais infectados.
A transmissão entre pessoas é considerada extremamente rara, e não há registro de contágio de pessoa para pessoa no país. O CDC já contabilizou 72 casos de gripe aviária em humanos nos Estados Unidos desde 2024.
E a situação no Brasil?
O Brasil vive sob emergência zoossanitária por gripe aviária desde 2023, prorrogada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por mais 180 dias no fim de março. O país já soma 188 casos confirmados da doença.
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Desses, 173 foram registrados em aves silvestres, 14 em aves domésticas de fundo de quintal e 1 em granja comercial, em Montenegro (RS), em maio de 2025.
O status sanitário do país pesa nas exportações do setor.
O setor avícola brasileiro já enfrenta a concorrência da China no mercado de frango, e manter o status sanitário é parte da disputa.
A diferença de cenário é clara: os EUA já registram mortes humanas pela doença, enquanto o Brasil segue sem nenhum caso confirmado em pessoas.
O que acontece agora
As autoridades americanas seguem identificando pessoas que tiveram contato próximo com os infectados para acompanhar possíveis sintomas. No Brasil, a vigilância contra a doença segue ativa enquanto durar a emergência decretada pelo Mapa.































