O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, se tornou a maior bancada da Câmara e do Senado na eleição de 2026, com 121 deputados e 28 senadores. Lula, reeleito no domingo (25/10), terá Congresso mais à direita a partir de 2027.

Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados, recorde desde a Constituição de 1988 e 22 a mais que em 2022. A Federação formada por PT, PCdoB e PV ficou em segundo lugar, com 88 parlamentares, dos quais 70 do PT.

A União Progressista (União Brasil e PP) somou 87 deputados. No Senado, o PL também será a maior bancada a partir de 2027, com 28 das 81 cadeiras. PT e MDB ficam com menos de 10 senadores cada na nova legislatura.

Somadas as duas Casas, o PL soma 149 parlamentares, ganho de 35 cadeiras frente ao pleito anterior. Mesmo assim, o partido segue longe da maioria absoluta.

Faltam 136 cadeiras na Câmara para o controle unilateral das votações.

O resultado confirma, com os dados do Senado, uma tendência que já havia aparecido na Câmara logo após o primeiro turno. Em outubro, o PL elegeu a maior bancada da Câmara desde a Constituição, só com os votos do primeiro turno.

A disputa pela presidência da Câmara deve refletir a nova correlação de forças. Antes da eleição, o atual presidente da Casa já tinha apoio de 245 deputados do Centrão para se reeleger em fevereiro.

Nesta terça (27/10), partidos do Centrão reconheceram a vitória de Lula e isolaram Flávio na contestação do resultado. O movimento sugere que parte da nova bancada pode negociar com o governo caso a caso, em vez de atuar como bloco único.

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O que acontece agora

O novo Congresso toma posse em fevereiro de 2027, junto com a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado. Lula inicia o quarto mandato em 5 de janeiro, data definida pela Emenda Constitucional 111/2021.

O ponto em aberto

Com 149 parlamentares nas duas Casas mas sem maioria absoluta em nenhuma delas, o PL tem poder de agenda sem controle automático das votações.

Fica em aberto se o partido vai atuar como oposição unificada ao governo ou se parte dele vai negociar cargos e emendas caso a caso, como já sinalizou o Centrão nesta terça.