O senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no sábado (31 de outubro). Segundo Carlos, os soluços que afetavam o pai voltaram, e ele também reafirmou apoio a Rogério Marinho (PL) à Presidência do Senado.
Jair Bolsonaro cumpre, desde março, pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Carlos esteve com o pai por cerca de duas horas, segundo publicou nas redes sociais.
Sobre a saúde do pai, Carlos disse:
Os soluços dele voltaram, é claro que devido às circunstâncias que acabam afetando o psicológico dele, essas coisas acontecem. Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele. O emagrecimento, aquilo que sempre falei, mas foi um bate-papo bacana com ele.
Segundo Carlos, o pai disse sentir "muita saudade" do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que perdeu a eleição presidencial no domingo (25 de outubro) e fugiu para os Estados Unidos. Jair também falou do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive no mesmo país.
Flávio deixou o Brasil na noite de 27 de outubro, depois de o ministro do STF Alexandre de Moraes determinar a apreensão do passaporte dele.
Na sexta-feira (30 de outubro), ele fez a primeira aparição pública desde a saída do país, em live transmitida da Flórida.
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O que muda no Senado?
Carlos reafirmou o apoio à candidatura de Marinho à Presidência do Senado, anunciada por Flávio na mesma live de sexta-feira. Marinho vai disputar a cadeira com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP).
O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 29 senadores eleitos, mas chega dividido à disputa. Parte da bancada defende enfrentar Alcolumbre, que articula a própria reeleição; outra parte teme nova derrota.
É a segunda vez que o PL tenta tirar a presidência das mãos do bloco que hoje comanda o Senado. Em 2023, Marinho perdeu a disputa para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
O que acontece agora
A eleição para a Presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O PL ainda não decidiu formalmente se lança candidatura própria contra Alcolumbre, mas a indicação de Marinho por Flávio pressiona o partido a se posicionar.
Flávio soma 11 faltas não justificadas no Senado. Se atingir um terço das sessões sem justificativa, limite previsto pela Constituição, ele perde o mandato automaticamente, hipótese que deve se concretizar em dezembro.































