As ações da Tesla e da SpaceX recuavam na quarta-feira (4 de novembro), depois de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos. Elon Musk havia doado mais de US$ 445 milhões a grupos republicanos neste ciclo eleitoral.

Às 12h12 (horário de Brasília), a Tesla caía 2,87%, cotada a US$ 387,05, com perda de US$ 11,46 ante o fechamento anterior. A SpaceX recuava 1,40%, a US$ 139,33.

No início do pregão em Wall Street, a queda havia sido maior. A SpaceX chegou a cair 2,1% e a Tesla, 4,0%, segundo a agência France-Presse.

Musk destinou os US$ 445 milhões a grupos alinhados ao Partido Republicano, incluindo US$ 77 milhões ao America PAC. Ele também usou a rede social X para incentivar o voto republicano e fazer campanha contra candidatos democratas.

O resultado nas urnas chegou direto ao valor de mercado das empresas de Musk, justamente no estado onde as duas têm sede. Os democratas ultrapassaram as 218 cadeiras necessárias na Câmara e também conquistaram o Senado, que passam a controlar desde janeiro de 2027.

No Texas, onde ficam as sedes da SpaceX e da Tesla, o democrata James Talarico venceu a disputa pelo Senado, e Gina Hinojosa derrotou o republicano Greg Abbott na corrida ao governo do estado.

O que a queda significa para o império de Musk

Musk confirmou em outubro que estuda uma fusão entre a Tesla e a SpaceX, movimento que uniria justamente as duas companhias atingidas pela queda na quarta-feira (4 de novembro) nas bolsas americanas.

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A SpaceX vinha de bom momento financeiro: em outubro, a empresa divulgou um salto de 161% na receita e lucro de US$ 4,4 bilhões, resultado que contrasta com a queda registrada no mesmo dia.

Investidores já vinham de olho no potencial das duas empresas: em junho, analistas debatiam se vale a pena investir na Tesla antes do IPO da SpaceX.

O que acontece agora

A partir de janeiro de 2027, os democratas assumem o controle das comissões nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos, o que amplia a capacidade de fiscalizar o governo Trump nos dois últimos anos do mandato.