A fabricante de chips Marvell Technology anunciou, na segunda-feira (2 de novembro), a compra da Lumentum, especializada em componentes ópticos, por US$ 115 bilhões em ações. É um dos maiores negócios de 2026 e intensifica a disputa da Marvell com a rival Broadcom.
Pelos termos do acordo, a Marvell pagará US$ 1.132 por ação da Lumentum, em troca de ações, um prêmio de 23,9% sobre o fechamento de 28 de outubro, dia anterior à divulgação das negociações. A operação avalia a Lumentum em US$ 102,54 bilhões.
A Marvell afirma que a aquisição amplia o mercado total endereçável da empresa combinada para US$ 550 bilhões. A Nvidia investiu US$ 2 bilhões tanto na Marvell quanto na Lumentum no início de 2026.
A reação do mercado foi negativa para as duas empresas: as ações da Marvell caíram cerca de 7%, e as da Lumentum perderam entre 6% e 11%, uma resposta incomum para quem é alvo de uma aquisição.
Analistas atribuem a queda ao descompasso de porte entre as duas empresas: a Lumentum vale cerca de US$ 83 bilhões, menos de um quarto dos US$ 221 bilhões da própria Marvell, o que levanta dúvidas sobre o financiamento do negócio e a diluição dos acionistas.
Apesar da reação imediata, a maioria dos analistas segue otimista no longo prazo. Das 27 casas que cobrem a Marvell, 26 recomendam compra da ação, segundo o serviço Benzinga Analyst Ratings.
O Bank of America mantém preço-alvo de US$ 400 para a ação da Marvell, e o Jefferies elevou o seu para US$ 450, citando o crescimento esperado em redes de IA.
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Há três anos, a Marvell era uma fabricante de chips pouco conhecida. Hoje vale mais de US$ 170 bilhões, puxada pelo mesmo boom de investimento em inteligência artificial que levou a Nvidia a se aproximar de US$ 6 trilhões em valor de mercado.
O mesmo movimento levou a AMD a superar US$ 1 trilhão em valor de mercado em setembro. Em agosto, a própria Marvell fechou um acordo para fornecer chips aos processadores de IA do Google, que pode valer até US$ 120 bilhões até 2033.
O que acontece agora
A fusão ainda precisa passar por aprovação regulatória e dos acionistas das duas empresas, processo que costuma levar meses em negócios desse porte. O otimismo com chips de IA já vinha puxando a alta em Wall Street antes do anúncio.































