A CBF afastou, por tempo indeterminado, o árbitro Anderson Daronco e o árbitro de vídeo Rodrigo D'Alonso Ferreira, na terça-feira (3 de novembro). A decisão veio após reclamações do Vasco na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, no domingo (1º de novembro).

Os lances que motivaram a reclamação do Vasco

A partida foi a ida da semifinal da Copa do Brasil, disputada no Allianz Parque, onde o Vasco perdeu por 1 a 0.

O clube reclamou do pênalti não marcado em mão de Barboza, da expulsão de Saldivia e da ausência de cartão para Marlon Freitas, autor de falta no primeiro tempo.

A decisão saiu depois de uma reunião de cinco horas entre Vasco, Ferj e CBF, na sede da entidade. O clube foi representado por Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, com Rubens Lopes e Leonardo Ferraz, da Ferj.

Já no domingo, o diretor Admar Lopes havia chamado a arbitragem de Daronco e o VAR de "vergonhosa", horas antes da reunião que resultou no afastamento.

Atuação completamente vergonhosa. Pode ter decidido um dos finalistas por um desses erros grotescos.

A fala é de Admar Lopes, diretor do Vasco. Sobre o VAR, ele foi além.

"Os senhores do VAR de Santa Catarina vieram para passar o fim de semana em São Paulo. Não fizeram o trabalho deles", criticou Admar.

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Segundo o dirigente, dois lances capitais (o possível segundo cartão amarelo e o pênalti em Barboza) não tiveram qualquer intervenção do VAR, apesar de o árbitro Daronco, em suas palavras, "não ter a melhor visão" do lance.

A CBF, que no mesmo dia negou oficialmente divulgar o áudio do VAR sobre o pênalti, também nega publicamente a suspensão. Mas o Vasco e a Ferj foram notificados internamente de que a dupla ficará fora de jogos de primeira linha por prazo indeterminado.

O que acontece agora

Daronco ainda vai apitar Avaí x São Bernardo, pela 37ª rodada da Série B, compromisso já escalado antes da polêmica. A vaga na final será decidida no domingo (8 de novembro), às 17h, em São Januário, no jogo de volta entre Vasco e Palmeiras.