Os acionistas da Raízen aprovaram na sexta-feira (30 de outubro) a implementação do plano de recuperação extrajudicial, maior da história do Brasil, com dívida de cerca de R$ 65 bilhões. A informação é da Reuters, com base em três fontes.
No mesmo dia, os acionistas também aprovaram a segregação dos negócios de açúcar, etanol e bioenergia da distribuição de combustíveis, segundo fato relevante da empresa. A separação resultará em duas companhias abertas, independentes e listadas em bolsa.

A Raízen Energia ficará com a produção e a comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. A Raízen S.A. concentrará a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.
Depois da cisão, Raízen Energia e Raízen S.A. vão disputar capital no mercado como empresas separadas, não mais como uma só.
Procurada pela Reuters, a Raízen não quis comentar.
O plano foi homologado em 30 de julho, com apoio de 81,6% dos credores, e prevê a reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas. Inclui aumento de capital entre R$ 3,5 bi e R$ 39,8 bi, conforme documento publicado na segunda-feira (26 de outubro).
Do total renegociado, 45% dos créditos serão convertidos em participação acionária dos credores, a R$ 0,25 por ação. Os outros 55% viram novos títulos de dívida, por substituição, refinanciamento ou aditamento.
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A Shell, controladora da Raízen, se comprometeu a entrar com R$ 3,5 bilhões. Rubens Ometto, fundador da Cosan, ainda estuda aportar mais R$ 500 milhões.
A crise da Raízen vem de uma sequência de apostas arriscadas, safras ruins e preços baixos das commodities, como mostrou a TV Sim Brasil. A empresa também soma uma disputa de R$ 22,4 bilhões com a Receita Federal.
O que acontece agora
A segregação em duas empresas ainda depende do cumprimento das condições do plano de recuperação e das exigências legais. Os negócios de combustíveis e de etanol estavam fundidos desde 2011, quando a Shell se juntou à Cosan para criar a Raízen.































